Cirurgiã vascular e médica sênior da Traumatologia do Hospital Universitário Tallaght, em Dublin, na Irlanda, Bridget Egan decidiu não fazer mais amputações do que o necessário na perna de João Henrique Thomaz Ferreira, 23 anos, filho do prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias.
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João Henrique teve parte da perna direita amputada após ser atropelado por um carro dirigido por um policial, em 28 de outubro. O caso é investigado.
Após analisar o caso, Bridget Egan optou por não fazer mais cirurgias de amputação na perda do joseense, preservando ao máximo o que ficou do joelho dele, que foi cortado pela metade.
A preservação da patela (antigamente conhecida como rótula) e do fêmur (osso mais comprido do corpo, que se encaixa no joelho) vai permitir que João Henrique tenha mais facilidade para usar próteses no futuro, dando-lhe maior mobilidade.
“Ela decidiu não amputar mais, pois poderia ter amputado mais quatro vezes a perna do João. Ela manteve a rótula e o fêmur e a prótese será mais fácil de colocar com outras tecnologias, o que ajudará a fazer atividade física”, afirmou a mãe do rapaz e primeira-dama de São José, Sheila Ferreira.
“Da parte médica não temos do que reclamar. A médica é muito capaz e bem formada, muito experiente. Ela é a médica sênior da Traumatologia. Quando houve o acidente, ela estava de férias e a equipe fez os primeiros socorros e aguardou que ela voltasse e desse o parecer sobre os cuidados com o João”, contou.
Segundo pessoas que usam próteses em pernas amputadas, a preservação do joelho, ou de parte dele, é fundamental para facilitar o uso de perna mecânica no futuro.
“Preservar o joelho me ajudou muito a usar a prótese. Eu tenho uma vida normal e faço esportes, como natação e pedalada, e a manutenção do joelho me ajudou bastante com a prótese e a ter essa vida de atividade física”, disse a gestora administrativa Elaine Cristina Marcílio Costa da Silva, 47 anos, de Ubatuba, que perdeu parte da perna esquerda em um acidente de moto aos 21 anos.
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