CASO FOX

Um mês após morte de Fox, dono de bull terrier segue foragido; família pede justiça

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Desenho de Sofia e Fox criado pelo artista mineiro Edu Francisco
Desenho de Sofia e Fox criado pelo artista mineiro Edu Francisco

A data não foi comemorada, mas também não passou no esquecimento.

Faz um mês que o cãozinho Fox, da raça spitz alemão, morreu em um hospital veterinário de São Paulo em decorrência das graves lesões que sofreu após o ataque de um bull terrier, em São José dos Campos.

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Umberto Vieira Ghilarducci, 43 anos, tutor do bull, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele segue foragido. O cão também não foi localizado.

Após o ataque em 9 de outubro, no Jardim América, na região sul de São José, Fox morreu em 25 de outubro após duas semanas lutando pela vida.

A tutora Sofia Albuquerque, 24 anos, desabafou nas redes sociais sobre os desafios que a família tem enfrentado. Um deles foi mudar de casa em São José após os conflitos com o tutor do bull, que era vizinho da família. “Particularmente não estou bem, estou com recaída de depressão”, disse ela.

A família atua em duas frentes: reforça a campanha nas redes sociais para colher assinaturas e aprovar a Lei Fox e cobra justiça para o ataque ao cachorro.

“Infelizmente, existem hoje no Brasil muitos maus-tratos, tanto que para o bem da nossa comunidade trouxemos a proposta da Lei Fox, que fizemos inclusive várias passeatas em prol disso”, afirmou Sofia.

O projeto foi protocolado pelos deputados Matheus Laiola (União Brasil), Marcelo Queiroz (PP-RJ), Fred Costa (Patriota) e Bruno Lima (Progressistas) na Câmara dos Deputados. O abaixo-assinado para aprovação alcançou mais de 200 mil assinaturas.

No entanto, a falta de punição ao tutor do bull, apontado pela Polícia Civil como responsável pelo ataque, é o que tem angustiado mais a família, que pede justiça.

“Ele é uma pessoa violenta e tem que pagar pelo que fez. Esperamos que haja justiça”, disse a tutora.

“O sentimento agora é de profunda tristeza e revolta, pois os responsáveis (o vizinho e seu cúmplice) estão sendo investigados, porém ainda não foram responsabilizados. Centenas de pessoas se uniram em uma onda de solidariedade pelo Brasil, pedindo justiça por Fox”, escreveu o artista mineiro Edu Francisco, que fez um desenho de Sofia com o Fox.

DEFESA

Segundo o advogado Luiz Antonio Lourenço da Silva, o ‘Chacrinha’, responsável pela defesa de Umberto, o caso não se trata de um ataque incentivado por ele, mas de um acidente.

“O cachorrinho spitz, infelizmente, se projetava com mais de meio corpo para a rua e quando Umberto foi abrir o portão, o cachorro dele deu o bote no cachorro. Não teve nenhum atiçamento”, disse o advogado.

O defensor impetrou um habeas corpus para tentar revogar o pedido de prisão preventiva contra Umberto. A liminar foi negada, mas o mérito ainda não foi analisado.

Segundo Silva, somente após a avaliação do habeas corpus é que a defesa irá decidir se Umberto vai se apresentar.


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Comentários

1 Comentários

  • Leandro 30/11/2023
    E a focinheira obrigatória em vaios municipios será q lá também é? Se é estava fora da lei