FIM DO APAGÃO?

Engeluz deve ser nova responsável pela manutenção da iluminação pública em Taubaté

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMT
Taubaté está há mais de um ano sem serviço terceirizado de manutenção
Taubaté está há mais de um ano sem serviço terceirizado de manutenção

Caso não haja nenhuma reviravolta na fase de recursos, a empresa Engeluz, que tem sede no Paraná, será a nova responsável pela manutenção da iluminação pública em Taubaté.

A empresa fez a terceira menor proposta no pregão eletrônico, que atraiu 21 concorrentes, mas a Prefeitura desclassificou as duas primeiras colocadas, a Liz e a Luz Forte, que tiveram as propostas consideradas inexequíveis - por motivos como deixar de contabilizar uma série de gastos necessários para a execução do contrato ou por erros de cálculo.

A proposta da Engeluz foi de R$ 2,26 milhões - pelo edital, o custo máximo era de R$ 7,5 milhões em 12 meses. A Prefeitura informou nessa segunda-feira (9) que ainda não tem como prever quando a nova empresa iniciará a operação no município - as concorrentes têm até a quarta-feira (11) para apresentar recurso; caso isso ocorra, a Engeluz terá até o dia 18 para se defender, e depois disso o processo ainda passará pela Secretaria de Serviços Públicos, pelo Departamento de Compras e pela Procuradoria Geral do Município.

APAGÃO.
Taubaté está há mais de um ano sem o serviço terceirizado de manutenção da iluminação pública. No entanto, embora o último contrato tenha acabado no fim de setembro de 2022, apenas em fevereiro de 2023 o governo José Saud (MDB) abriu nova licitação para o serviço.

O TCE (Tribunal de Contas do Estado) barrou as primeiras três tentativas de licitação da Prefeitura, após identificar irregularidades nos editais – em fevereiro, em junho e em julho. A quarta versão do edital foi publicada apenas em setembro.

A nova empresa contratada terá que disponibilizar quatro equipes por dia. Desde outubro de 2022, o serviço vem sendo executado pela Prefeitura de forma precária – cerca de 5% das lâmpadas do município estão apagadas.

COBRANÇA.
A demora na contratação de uma nova empresa levou a Câmara a aprovar de forma unânime, em junho, o projeto do vereador Diego Fonseca (PSDB) que determina a suspensão da cobrança da taxa de luz enquanto não houver uma terceirizada responsável pelo serviço - aplicaca desde 2015, a taxa foi criada justamente para custear essa contratação.

Saud vetou o projeto no mesmo mês, mas o veto foi derrubado pelos vereadores em setembro e a lei está em vigor desde o dia 13 do mês passado. Mesmo assim, apenas no dia 3 de outubro a Prefeitura cumpriu a norma e comunicou a EDP sobre a necessidade de interrupção na cobrança - com o atraso na notificação, as contas sobre o consumo de energia de setembro, que serão pagas pelos contribuintes em outubro, vieram com valores integrais da taxa de luz.

Para residências, a taxa representa acréscimo de 4% a 7,5% na conta de energia elétrica. Para imóveis comerciais, varia de 4% a 10%. Para indústrias, de 2,5% a 10%. Na eleição de 2020, Saud prometeu reduzir a alíquota da taxa de luz, mas isso não foi feito até agora.

AÇÃO.
No dia 19 de setembro, o governo Saud ajuizou uma ação para pedir que o Tribunal de Justiça suspenda a norma que pode levar à interrupção da cobrança da taxa de luz.

Na ação, o emedebista alega que a lei ignora que o serviço de manutenção "pode também ser prestado pelo próprio município" e que, mesmo que se questione a "eficácia" das equipes da Prefeitura, isso não seria suficiente para "simplesmente promover a suspensão da cobrança". O prefeito argumenta ainda que a suspensão da cobrança "provocará risco de grave lesão à ordem pública e econômica" - a receita estimada é de R$ 1,3 milhão por mês. Outra alegação de Saud é de que a lei constitui "nítida interferência entre os poderes", pois apenas o prefeito poderia propor esse tipo de norma.

Ainda no dia 19 de setembro, o pedido de liminar foi rejeitado pelo relator do processo no Órgão Especial, o desembargador Costabile e Solimene. No início de outubro, a Prefeitura solicitou que o TJ reconsidere a solicitação e suspenda a norma até o julgamento do mérito da ação - esse novo pedido ainda não foi avaliado.

Comentários

2 Comentários

  • jose nadil veríssimo 10/10/2023
    No contorno do prédio do Colégio Monteiro Lobato no jardim Maria Augusta, varios pontos de luz com lampadas queimadas...é um escuridão só...
  • Jorge Cândido juniir 10/10/2023
    E o que foi pago todo esse tempo que não houve empresa fazendo o serviço? A prefeitura vai nos ressarcir?