A Polícia Civil acredita que o duplo homicídio em família de São Sebastião foi combinado previamente entre a mulher e o marido, mas ainda faltam laudos periciais para apontar quem matou a criança de 8 anos.
O crime, que chocou a região, ocorreu em 16 de setembro quando foram encontrados mortos a massoterapeuta Mariana Ramires do Nascimento, 34 anos, e o filho dela, Giordano Ramires, de 8 anos. Eles estavam dentro da casa da família e tinham ferimentos compatíveis com uma faca.
No lado de fora da casa, os policiais encontraram o companheiro de Mariana e pai do menino, Anderson Paro Soares Monteiro, 55 anos, que foi preso em flagrante pelo duplo homicídio após tentar se suicidar. Ele também tinha ferimentos causados por uma faca. Anderson foi socorrido e levado para o hospital.
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A hipótese de que o crime foi combinado entre Anderson e Mariana ganhou força depois que a polícia analisou imagens de um vídeo apreendido na casa de um vizinho da família, juntamente com três celulares desbloqueados. O material teria sido deixado por Anderson na véspera do crime.
“A Polícia Civil esclarece que o caso mencionado é investigado pelo 2° Distrito Policial de São Sebastião. A equipe de investigação da unidade policial analisou imagens e vídeos que apontaram que o indiciado e sua mulher decidiram tirar suas vidas”, informou a SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).
DEPOIMENTO
Testemunha chave para entender a dinâmica do crime, Anderson ainda não foi ouvido pela polícia. Ele segue em tratamento médico e está sob vigilância policial. A prisão preventiva dele foi decretada pela Justiça em 18 de setembro.
“O homem foi resgatado com vida e permanece sob escolta policial. A oitiva do indiciado ainda será realizada”, confirmou a SSP.
A principal dúvida dos investigadores é como se deu a dinâmica dos assassinatos dentro da residência. Não se sabe se Mariana matou o filho e depois foi morta pelo marido ou se Anderson matou os dois, para depois tentar se suicidar.
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Por enquanto, a tese de que Anderson tenha matado mulher e o filho é a mais aceita pela polícia, mas o resultado da perícia pode mudar o cenário do misterioso crime familiar, que teria sido causado por problemas financeiros e brigas familiares.
“Os laudos periciais requisitados, assim que finalizados, serão analisados pela autoridade policial e anexados aos autos do inquérito, para ser remetido ao Poder Judiciário”, informou a SSP.