ASSISTÊNCIA

Promotoria move ação contra terceirização de funcionários em Creas e Cras de São José

Por Da redação | São José dos Campos
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Divulgação / Adenir Britto / PMSJC
Creas Sul em São José dos Campos
Creas Sul em São José dos Campos

Nesta terça-feira (3), o promotor de Justiça João Marcos Costa de Paiva ajuizou uma ação contra o município de São José dos Campos com o objetivo de garantir que os serviços do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) sejam prestados por servidores públicos municipais.

Atualmente, segundo a denúncia, a prefeitura tem celebrado sucessivos convênios com organizações sociais, delegando a elas a responsabilidade pela contratação de assistentes sociais e psicólogos para trabalhar nessas unidades.

O quadro, segundo a ação, aponta para a irregular terceirização de serviços que deveriam ser públicos.

Paiva argumenta que, de acordo com a Constituição e a Loas (Lei Orgânica da Assistência Social), é um dever do Estado fornecer apoio social às pessoas que precisam.

O promotor destaca que tanto o Cras quanto o Creas são unidades públicas, em cujas dependências deverá ser prestado serviço socioassistencial de modo apartado ao daquele oferecido pelas organizações da sociedade civil.

A Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social também reforça que as equipes de referência devem ser compostas por servidores efetivos.

Na petição inicial, o promotor afirma que os Creas de São José dos Campos tiveram 36 trocas de profissionais nos últimos dois anos, comprometendo a continuidade dos atendimentos prestados por assistentes sociais e psicólogos. Nos Cras, foram registradas 15 trocas em cinco anos.

A ação requer a concessão de liminar judicial determinando, entre outras obrigações, que o município do interior paulista publique, em até 30 dias, edital com vistas à contratação de profissionais da assistência social e psicologia em número suficiente para a adequada prestação dos serviços, de forma que esses novos servidores estejam desempenhando suas funções em até 120 dias.

Para caso de descumprimento, Paiva pediu a fixação de multa diária de R$ 10 mil.

Procurada, a Secretaria de Apoio Social ao Cidadão ainda não se manifestou sobre a ação. Quando o fizer, a matéria será atualizada.

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