Mãe, vou dormir na casa de uma amiga.
Enviada às 4h do dia 22 de julho, via WhatsApp, a mensagem foi o último contato de Alícia Aparecida Martins, 24 anos, com a família. Na noite anterior, uma sexta-feira, a jovem havia saído de casa, em Jacareí, para comer um lanche com amigos. Ela foi caminhando até uma lanchonete na região do Parque Santo Antônio. A partir daí, Alícia não foi mais vista. Já são 66 dias de angústia e dor no coração da família -- mais de 1.500 horas, 95 mil minutos ou 5,7 milhões de segundos esperando respostas. Onde está Alícia? Está viva? Por que não responde?
Até aqui, as informações são desencontradas.
A OVALE, uma tia informou que pessoas disseram ter visto a jovem em São José dos Campos, próximo a áreas onde são realizados 'fluxos'. A família crê que a informação é verossímil, já que Alícia gosta desse tipo de festa. “O destino das saídas dela era sempre em São José, isso eu sei. Ela gostava muito de ir com os amigos para lá. Acho possível que ela tenha passado por lá, mas as informações não são concretas”, disse Silvana Alves, tia da menina.
Durante a madrugada, a mãe recebeu a mensagem de Alícia, dizendo que dormiria na casa de uma amiga que a família não conhecia. Depois disso, a última mensagem lida no WhatsApp da jovem foi visualizada às 18h do dia 22 de julho (sábado). “Desde lá não temos notícias da minha sobrinha. A angústia é muito grande, todos querem um sinal dela”, desabafou Silvana.
A família está abalada. A mãe de Alícia, além da dor de não saber onde está a filha, está em tratamento contra um câncer. Ela chora copiosamente e acredita que ainda pode encontrar a filha com vida. “É a nossa maior esperança [que ela seja encontrada com vida]. Acreditamos, sim, que a nossa garota vá voltar para casa em breve. Sabemos o que estamos passando, a sensação é horrível, mas seguimos acreditando”, disse Silvana Alves, tia materna da jovem.
Para qualquer informação sobre o paradeiro de Alicia Aparecida Martins a tia disponibiliza seu contato telefônico: (12) 99773-4147. É possível passar informações também através do 181, 190 ou 197.