orreu na madrugada deste sábado (26), aos 98 anos, Yolanda Borghoff, uma das fundadoras da Socem (Sociedade de Cultura e Educação Musical), em 1970, e presidente da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo), entre 1989 e 1990, em São José dos Campos.
A morte foi confirmada pela pesquisadora, musicista e coordenadora do CDM (Centro de Documentação Musical) de São José, Raquel Aranha.
O velório ocorreu na manhã deste sábado na Urbam e o sepultamento está marcado para 16h no Cemitério da Paz, no Morumbi, em São Paulo.
Yolanda Borghoff também foi diretora cultural do Caeb (Centro Ambiental Eduardo Bonetti), tendo recebido o Troféu da Semana Cassiano Ricardo em 2018.
“[Yolanda] deixou grande inspiração para todos nós que trabalhamos pela Cultura, pelo seu exemplo incansável, sempre buscando e oferecendo o melhor. Nós temos o privilégio de seguir seus passos, levando a Socem e seus sonhos adiante”, disse Raquel Aranha.
“Dona Yolanda foi entusiasta das artes, em especial da música, e dá nome a uma das salas do Pavilhão Marina Crespi, onde está localizado o Centro de Documentação Musical de São José, uma parceria da AFAC com a Socem pela preservação do Patrimônio Musical. Seu legado continuará inspirando a todos que trabalham pela Cultura”, afirmou a direção do Parque Vicentina Aranha.
"É com grande tristeza que lamentamos a perda de dona Yolanda Borghoff, de 98 anos, grande violinista e entusiasta da música. Sua música e contribuições para o mundo da arte serão lembradas e apreciadas por gerações vindouras. Nossos pensamentos estão com sua família e entes queridos durante este momento difícil", disse a FCCR.
Yolanda e sua família apoiaram o jovem pianista Nelson Freire no início de sua carreira. Freire se tornaria um dos maiores pianistas do mundo. Ele morreu aos 77 anos em novembro de 2021.
“Violanda, como era chamada por Nelson Freire (porque tocava violino), foi grande incentivadora e apoiadora do desenvolvimento artístico de Nelson na infância e adolescência”, contou Raquel Aranha.