ANTIENCHENTE

Apesar de estudos, obra de novos piscinões em Taubaté não tem nenhuma previsão de início

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMT
Prefeitura iniciou em julho estudo sobre áreas para construir reservatórios
Prefeitura iniciou em julho estudo sobre áreas para construir reservatórios

Embora tenha iniciado no fim de julho estudos sobre locais em que poderão ser construídos piscinões nas regiões dos bairros Baronesa, Sítio Santo Antônio e Campos Elíseos, a Prefeitura de Taubaté não tem nenhuma estimativa de quando será possível iniciar a obra desses reservatórios, que visam evitar a ocorrência de enchentes.

O motivo do impasse é a falta de perspectiva sobre o financiamento das obras.

O governo José Saud (MDB) busca obter recursos por meio de aportes dos governos estadual e federal ou de operações de crédito, mas até agora nenhuma dessas opções se mostrou promissora.

RECURSOS.
No fim de fevereiro, após estragos provocados pela chuva, o governo Saud anunciou um pacote antienchente com 29 obras e um custo estimado de R$ 122 milhões, mas a iniciativa dependeria de aportes do governo estadual, que informou que não teria como bancar o conjunto de intervenções. Esse pacote previa R$ 27,5 milhões para a implantação de quatro piscinões na cidade, nos bairros Campos Elíseos (R$ 12,2 milhões), Sítio Santo Antônio (R$ 4,6 milhões), Estrada dos Remédios (R$ 2 milhões) e Baronesa (R$ 8,7 milhões).

Com a negativa do governo estadual, a gestão Saud decidiu tentar custear os piscinões com operações de crédito de até R$ 86 milhões junto à Desenvolve SP (Agência de Desenvolvimento Paulista), que foram autorizadas pela Câmara no fim de 2022. Desse valor, R$ 29 milhões seriam destinados para obras de drenagem e para a implantação de piscinões. Mas a assinatura dessas operações ainda depende de aval da STN (Secretaria do Tesouro Nacional), que analisa a situação financeira dos municípios antes de autorizar os contratos - como a Prefeitura acumula uma série de dívidas milionárias atualmente, esse aval se torna improvável no momento.

À reportagem, o governo Saud afirmou que "deu entrada em vários programas buscando recursos para a construção dos piscinões", mas que, como nenhum desses processos foi concluído, "não há previsão para iniciar nenhuma obra neste momento".

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