HABITAÇÃO

Embriões: de mudança, Mandela ainda espera definição de planta que amplia as casas

Por Débora Brito | Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Residencial Nelson Mandela
Residencial Nelson Mandela

Quase metade das 116 famílias da Ocupação Nelson Mandela já se mudaram para o residencial das casas embriões, em Campinas. As mudanças iniciaram há duas semanas e devem ser finalizadas até o fim de agosto.

Em meio a obras das casas que ainda estão sendo erguidas e ajustes de acabamento nas unidades prontas, as famílias que já saíram da ocupação e se instalaram nas moradias estão satisfeitas e se adaptando à nova rotina. O novo residencial vai abrigar cerca de 500 pessoas.

“É outro sentimento, por mais que o espaço ainda não seja o de uma moradia digna, mas a gente não está com aquele medo de estar na ocupação, com risco. Estamos muito contentes”, disse Thamires Ramos, liderança da comunidade, que já se mudou para a nova casa com dois filhos e o companheiro.

Uma das novidades comemoradas pela comunidade foi a instalação de quatro pontos de ônibus no residencial. “É a primeira vez que a gente vai ver o ônibus passando na nossa porta”, comenta Thamires.

Apesar do aperto dos embriões, os moradores que ainda estão nos barracos da ocupação estão ansiosos pela mudança e ‘não querem ficar para trás’. Eles aguardam a finalização de cerca de 20 casas.

Enquanto terminam de se instalar no residencial, a comunidade aguarda retorno da Cohab (Companhia de Habitação Popular de Campinas) sobre a proposta de construção de um sobrado sobre as casas embriões apresentada pelos moradores. A companhia disse que vai avaliar se o projeto se enquadra nas condições e no valor disponibilizado para ampliar as moradias.

A Companhia ofereceu três plantas de ampliação da metragem original e nenhuma foi aceita de imediato pelos moradores, que ainda têm dúvidas sobre os projetos apresentados. A primeira planta prevê aumento de um quarto de 17m², totalizando 33m². A segunda acrescenta ao embrião dois quartos com 29,5m², totalizando 45m²; e a terceira opção permite a ampliação de 38,85m², com dois quartos mais um banheiro, totalizando 54 m².

A comunidade também aguarda o envio de uma representação do governo federal ao município para discutir a possibilidade de requalificar os embriões com recursos do programa Minha Casa Minha Vida.

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