FEMININO

Queda da Seleção Brasileira e o longo caminho que o futebol feminino terá pela frente

Por Marcos Eduardo Carvalho | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min

A eliminação precoce da Seleção Brasileira Feminina na Copa do Mundo disputada na Austrália e na Nova Zelândia foi um baque para as jogadoras e para a torcida, que ainda tenta digerir esse resultado decepcionante. Afinal de contas, no grupo onde era favorita ao lado da França, ficou pelo caminho perdendo a vaga para a Jamaica, com um empate por 0 a 0, na última rodada.

Mais que o tropeço diante de uma adversária inexpressiva no cenário mundial, a Seleção Brasileira mostrou que ainda precisa melhorar muito nos próximos anos se, um dia, quiser ganhar uma Copa do Mundo.

A edição de 2023 foi a nona da história e, no torneio que começou em 1991, na China, o Brasil foi, no máximo, vice-campeão. Ao contrário do futebol masculino, entre as mulheres o prestígio ainda está muito abaixo, assim como os salários e rendimentos das jogadoras.

Inclusive, a seleção brasileira feminina está ‘anos-luz’ atrás de outras seleções, como a própria França, para a qual perdeu por 2 a 1 na segunda rodada, resultado que seria fatal na última rodada.

Os quatro pontos somados na primeira fase mostraram um time ineficiente e sem muita inspiração. E a craque Marta, de 37 anos, já sem a mesma vitalidade, pouco pôde fazer para evitar o vexame.

Provavelmente, essa foi a última Copa dela, já que daqui a quatro anos já vai estar com 41 anos. “Eu termino aqui, mas elas continuam. Eu quero que as pessoas no nosso Brasil continuem tendo o mesmo entusiasmo que tiveram quando começou a Copa”, disse Marta após a eliminação, já bastante emocionada.

Aliás, a maior jogadora de futebol de todos os tempos fica sem o gostinho de ganhar uma Copa do Mundo. E ainda viu o time nacional aparentar uma regressão na evolução que vinha tendo há alguns anos.

Embora o Brasil não fosse um dos favoritos ao título, ao menos se esperava que pudesse ir mais longe, até mesmo chegando a uma semifinal ou final. Mas, outra vez a equipe sucumbiu diante de outras adversárias até mesmo nem tão superiores assim.

No entanto, essa eliminação também escancarou que a preparação das jogadoras e equipes brasileiras segue abaixo do que acontece em outros países mais desenvolvidos.

FUTURO INCERTO.

Até o fechamento desta edição, o futuro da técnica sueca Pia Sundhage ainda continuava incerto. Ela foi contratada para tentar ajudar o futebol brasileiro a conquistar um título tão sonhado e esperado. Mas, não veio desta vez e, inclusive, ficou muito longe.

Mas, a própria treinadora, em entrevista coletiva, disse que não tem explicação para o time cair tão cedo. E ainda ressaltou que a preparação foi bem feita. "Tenho que pensar se poderíamos ter feito algo diferente, mas agora não tenho resposta para isso. Fizemos uma boa preparação, com bons jogos e treinamentos. Às vezes, a distância entre sucesso e fracasso é pequena", disse Pia na entrevista coletiva.

A treinadora tem contrato com a CBF até o dia 30 de agosto do ano que vem. Ainda não sabe se vai continuar mesmo no cargo.

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