Após receber duas representações, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) determinou a suspensão, pela terceira vez, da licitação aberta pela Prefeitura de Taubaté para a manutenção da iluminação pública no município - a cidade completará na próxima semana 10 meses sem o serviço terceirizado.
As representações foram feitas pela Ilumitech, que era responsável pelo serviço até setembro de 2022, e por um advogado. A Ilumitech apontou uma suposta falha em uma das cláusulas do edital - a exigência de apresentação de equipamentos e equipe pela primeira colocada em até cinco dias, o que seria um prazo exíguo. Já o advogado Kaique Marques Pardial alegou que a exigência de quantitativos para a prova de capacidade técnico-profissional contraria decisões do TCE.
Ao determinar a suspensão da licitação, o conselheiro Dimas Ramalho apontou que as alegações das representações "demonstram aparentes contrariedades" à legislação e a decisões do TCE, e que isso configura "potencial risco ao regular processamento do certame". Em nota à reportagem, a Prefeitura alegou que "está adotando as medidas para atender novamente os apontamentos elencados pelo Tribunal de Contas".
APAGÃO.
O serviço de manutenção era executado desde setembro de 2016 pelo consórcio formado pelas empresas Ilumitech e Start. O custo anual era de R$ 3,1 milhões. O consórcio atuava diariamente com cinco equipes, mas o contrato acabou no dia 30 de setembro de 2022, já que não havia mais possibilidade legal de prorrogá-lo.
Embora o fim do contrato já fosse esperado, apenas em fevereiro desse ano a Prefeitura abriu nova licitação para o serviço. Os dois primeiros editais, no entanto, acabaram barrados pelo TCE. O primeiro, em fevereiro, previa custo de até R$ 7,6 milhões em 12 meses e que a empresa vencedora disponibilizasse cinco equipes de manutenção por dia. O segundo edital, de maio, previa custo de até R$ 8,117 milhões em 12 meses e quatro equipes por dia - esses números haviam sido mantidos na terceira versão do edital.
Enquanto não ocorre nova terceirização, a manutenção da iluminação é feita pelo próprio município, mas de forma precária – inicialmente a Prefeitura contava com uma equipe, em maio chegou a anunciar que o número subiria para quatro, mas atualmente são apenas duas. Na primeira quinzena de maio, o número de luminárias apagadas ainda somava 1.472 (4,3% do total de pontos de iluminação do município).
TAXA.
Em junho, a Câmara aprovou, por unanimidade, o projeto da oposição que visa suspender temporariamente a cobrança da taxa de luz no município. Pela proposta, de autoria do vereador Diego Fonseca (PSDB), a cobrança da taxa ficará suspensa enquanto a Prefeitura não contar com uma empresa terceirizada para fazer a manutenção da iluminação pública. Aplicada desde 2015, a CIP (Contribuição de Iluminação Pública) foi criada justamente para custear a contratação de uma empresa para prestar o serviço, que naquele ano passou a ser de responsabilidade dos municípios em todo o país.
No fim de junho, o prefeito José Saud (MDB) vetou o texto. Na mensagem enviada à Câmara, a Prefeitura alegou que, sem a cobrança, o município perderia pelo menos R$ 16 milhões por ano. E que a proposta "é ilegal e inconstitucional", pois, como configura "renúncia de receita", deveria ter sido acompanhada de "estimativa do impacto orçamentário-financeiro".
O veto será analisado pelos vereadores. Caso seja mantido, o projeto será arquivado. Caso o veto seja derrubado, a lei será promulgada pelo Legislativo. Como a Câmara está de recesso em julho, o veto será votado apenas em agosto.
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Grávida de Taubaté 25/07/2023Taubaté está uma vergonha, nem uma simples licitação estão conseguindo fazer, piada do Vale.