RECUPERAÇÃO

Inaugurada há três meses, loja no Vale faz rifa para se manter aberta após ser furtada

Por Gabriel Campoy | Guaratinguetá
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo Pessoal

Após inaugurar seu estabelecimento há cerca de três meses, ainda em abril, a empresária Cristiana Moreira, de Guaratinguetá, recebeu um forte baque econômico em seu negócio nesta semana. Ela teve sua loja furtada e um prejuízo estimado em R$ 10 mil. No entanto, mesmo com o choque pelas perdas, a proprietária já iniciou seu processo para reestruturar seu estabelecimento: uma rifa comunitária.

Em uma conversa com a reportagem de OVALE, Cristiane detalhou um pouco de sua vida como empreendedora e como acredita que a rifa pode ajudar com que seu negócio seja reavivado financeiramente frente aos prejuízos gerados pelo crime cometido contra sua loja na última segunda-feira (17).

Relembre o caso: Loja de acessórios femininos é furtada no Vale e tem prejuízo estimado de R$ 10 mil

A rifa (confira aqui), como explicou a proprietária, dará ao vencedor um prêmio de R$ 500, via PIX, além de outros três brindes surpresas para os demais sorteados após o prêmio inicial. A iniciativa, segundo ela, é uma forma de reaver todo o prejuízo gerado em função do furto de sua loja.

“A rifa é para isso mesmo [ajudar na recuperação financeira]. O furto ocorreu justamente no dia em que havíamos recebido novas peças de bijuterias, todas elas foram levadas. Mas, na verdade, o dinheiro que eu pretendo conseguir com essa ação é para arrumar nossa vitrine que ainda não foi consertada.

Para participar é bem simples. Basta apenas entrar em contato com Cristiane via o chat da loja no Instagram (clique aqui). São 100 números na tabela, cada um custando R$ 30. O sorteio acontecerá após o preenchimento de todos eles, segundo a empresária.

IDAS E VINDAS.

À reportagem, Cristiane destacou também o tamanho do abalo econômico que o furto na loja causou em suas contas. A empresária relatou ter investido todas suas economias no ponto do empreendimento.

“Parece que foi algo premeditado, sabe? Eu não posso afirmar porque seria leviano, mas justamente no dia em que chegou mercadoria ocorreu tudo isso. Todos os relógios se foram. Você sabe como é a vida de empreendedor no Brasil, né? Eu investi aqui tudo que eu tinha”, disse.

Ela ainda detalhou a caminhada até a abertura da nova loja há três meses. Desde o primeiro empreendimento, passando pela pandemia e até chegar ao local atual.

“Eu comecei tudo online, trabalhando com pronta entrega na casa das pessoas. Abri uma loja há três anos, mas ela precisou fechar por conta da pandemia. Daí abrir em um shopping, até mudar meus planos e vir aqui para o centro em abril”, destacou.

Por fim, questionada sobre como assimila o episódio, a resposta é em um tom calmo, mas, de certo modo, surpreendente. “Não levo mágoa e nem desejo o mal para ninguém. É o meu estilo de vida. A pessoa que fez isso deve estar à procura de drogas, para consumir, então eu coloco na balança a minha vida também. Eu sou saudável, tenho saúde para correr atrás de todos esses prejuízos. Eles são apenas materiais. Vão se os anéis e ficam os dedos. Dei dois passos para trás, mas tenho fé que quatro para frente estão pro vir”, conclui de forma convicta.

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