A equipe de reportagem de OVALE foi vítima de ameaça e agressão na manhã deste domingo (9), em São José dos Campos, durante a cobertura de uma manifestação de bolsonaristas em frente ao Parque Vicentina Aranha, na região central da cidade.
Durante a manifestação, a equipe registrava imagens quando foi perseguida e ameaçada e, dentro do Vicentina Aranha, sofreu uma agressão física e também danos ao equipamento, com o celular do repórter sendo jogado no chão. O caso foi registrado em um boletim de ocorrência.
A equipe de OVALE colhia informações para uma reportagem que deve ser publicada nos próximos dias.
“Todo e qualquer ataque perpetrado contra a imprensa configura-se como um atentado à liberdade, uma afronta à democracia. OVALE, que tem em seu DNA editorial o exercício ininterrupto de um jornalismo livre, independente, crítico, plural e apartidário, seguirá cumprindo o seu papel, sem medo, tremulando como bandeira em nome da liberdade e da democracia”, disse o editor-chefe de OVALE, Guilhermo Codazzi.
Marcelo Rech, presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais), condenou a violência sofrida pela reportagem de OVALE e cobrou das autoridades a identificação dos agressores.
“A Associação Nacional de Jornais condena veementemente a agressão contra o repórter do jornal OVALE. Tais violências são inaceitáveis em regimes democráticos e evidenciam apenas a manifestação de posturas autoritárias, intolerantes e violentas. A ANJ espera das autoridades policiais uma atitude firme na identificação dos agressores, bem como a devida punição judicial contra este atentado a um jornalista e à liberdade de imprensa.”
Procurada, a direção do Parque Vicentina Aranha informou que a equipe da AFAC - Organização Social de Cultura, ao ser notificada do ocorrido, agiu prontamente para preservar a segurança do repórter e prestar o suporte necessário. A associação lamenta o ocorrido e reitera que é "veementemente contra qualquer tipo de violência, sendo o Parque Vicentina Aranha um espaço público e totalmente apartidário, voltado para a promoção da qualidade de vida, lazer, cultura e preservação do patrimônio histórico".
ATAQUES
O caso não é isolado. A violência contra jornalistas bateu recorde no país nos dois últimos anos da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) aponta a ocorrência de 806 casos de agressões a jornalistas e veículos de comunicação no Brasil em 2021 e 2022, o que equivale a um caso por dia.
No ano passado, ainda segundo a Fenaj, Bolsonaro foi o principal agressor, sendo responsável por 104 casos (27,6% do total), sendo 24 agressões diretas a jornalistas -- 10 agressões verbais e 14 hostilizações.
Comentários
5 Comentários
-
Mauro Vieira 09/07/2023Acabamos de acompanhar a votação da reforma tributária, vemos que esse grupo continua na contramão da democracia, na defesa de um radicalismo que só pode desencadear em violência contra os \"diferentes\" e o Brasil. -
Anonimous 09/07/2023E uma grande parte da imprensa ainda defende esse bandido miliciano e seus seguidores. -
José Roberto 09/07/2023E tem muitooo jornal que apoia o Bolsonaro e o bolsonazismo... Como custou caro esse apoio não é verdade?!?! Estão colhendo os frutos de terem apoiado o neonazismo... -
Renato 09/07/2023Eu acho que já passou da hora da imprensa parar de dar notícias sobre esse bando de maus caráter principalmente desse líder safado que é esse bolsonaro. -
Marcelo fonseca 09/07/2023Já passaram do limite faz tempo. Desprezo,já não basta...