Impedido de ser candidato até 2030, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se converteu em cabo eleitoral de aliados que disputarão as eleições municipais de 2024. A nova 'função' foi declarada por ele próprio após o julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 30 de junho, que o tornou inelegível por oito anos. "A partir de agora sou um cabo eleitoral de luxo", disse.
O Partido Liberal quer aproveitar o capital político de Bolsonaro, escolhido por 58 milhões nas eleições de 2022 e que mantém base fiel de seguidores, para puxar votos Brasil afora. O PL tem agora uma janela de oportunidade para se consolidar entre os eleitores conservadores. O partido comanda hoje 334 prefeituras (nove na RMVale) e, a partir de 2024, quer passar de 1,5 mil.
Na última quinta (6), o PL promoveu encontro em Brasília com bancadas e lideranças regionais da legenda para 'reafirmar a defesa de Bolsonaro e das bandeiras da direita'. Foi a primeira grande reunião dos liberias após as eleições de 2022. "A missão do Messias não acabou, só está começando. Deus não colocaria Bolsonaro no poder se não houvesse uma missão. A guerra não acabou", disse Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
A missão começou pela maior cidade do país, chefiada por Ricardo Nunes (MDB), que essa semana recebeu de Bolsonaro a sinalização de que será apoiado pelo PL na tentativa de reeleição, se o partido não viabilizar candidatura própria para a capital paulista.
A popularidade de Jair Bolsonaro também já é visada pelos cotados à corrida presidencial de 2026. A começar pela própria esposa, Michelle Bolsonaro, que hoje preside o PL Mulher e tem sido sondada para encarar a empreitada de concorrer ao Palácio devido a sua influência no meio evangélico. Bolsonaro tem dito que ela não tem experiência política, mas não nega a possibilidade de apoiá-la.
No maior colégio eleitoral do país, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também busca herdar os votos do capitão. Apesar das rusgas recentes entre os dois em torno da reforma tributária, Tarcísio ainda tem a benção dos bolsonaristas e reconhece a liderança 'inquestionável' de Bolsonaro. "'Dezenas de milhões de brasileiros contam com a sua voz. Seguimos juntos, presidente', escreveu Tarcísio após a condenação do ex-presidente pelo TSE.
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ERALDO CLAUDIO AMARAL 09/07/2023Se bolsonaro indicar um cachorro , eu voto nele. DIGA NAO AO SOCIALISMO