ELEIÇÕES

Inelegível, Bolsonaro terá protagonismo como cabo eleitoral de luxo nas eleições de 2024

Por Débora Brito | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Após revés no TSE, Bolsonaro terá papel de liderança na disputa eleitoral de 2024
Após revés no TSE, Bolsonaro terá papel de liderança na disputa eleitoral de 2024

Impedido de ser candidato até 2030, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se converteu em cabo eleitoral de aliados que disputarão as eleições municipais de 2024. A nova 'função' foi declarada por ele próprio após o julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 30 de junho, que o tornou inelegível por oito anos. "A partir de agora sou um cabo eleitoral de luxo", disse.

O Partido Liberal quer aproveitar o capital político de Bolsonaro, escolhido por 58 milhões nas eleições de 2022 e que mantém base fiel de seguidores, para puxar votos Brasil afora. O PL tem agora uma janela de oportunidade para se consolidar entre os eleitores conservadores. O partido comanda hoje 334 prefeituras (nove na RMVale) e, a partir de 2024, quer passar de 1,5 mil.

Na última quinta (6), o PL promoveu encontro em Brasília com bancadas e lideranças regionais da legenda para 'reafirmar a defesa de Bolsonaro e das bandeiras da direita'. Foi a primeira grande reunião dos liberias após as eleições de 2022. "A missão do Messias não acabou, só está começando. Deus não colocaria Bolsonaro no poder se não houvesse uma missão. A guerra não acabou", disse Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.

A missão começou pela maior cidade do país, chefiada por Ricardo Nunes (MDB), que essa semana recebeu de Bolsonaro a sinalização de que será apoiado pelo PL na tentativa de reeleição, se o partido não viabilizar candidatura própria para a capital paulista.

A popularidade de Jair Bolsonaro também já é visada pelos cotados à corrida presidencial de 2026. A começar pela própria esposa, Michelle Bolsonaro, que hoje preside o PL Mulher e tem sido sondada para encarar a empreitada de concorrer ao Palácio devido a sua influência no meio evangélico. Bolsonaro tem dito que ela não tem experiência política, mas não nega a possibilidade de apoiá-la.

No maior colégio eleitoral do país, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também busca herdar os votos do capitão. Apesar das rusgas recentes entre os dois em torno da reforma tributária, Tarcísio ainda tem a benção dos bolsonaristas e reconhece a liderança 'inquestionável' de Bolsonaro. "'Dezenas de milhões de brasileiros contam com a sua voz. Seguimos juntos, presidente', escreveu Tarcísio após a condenação do ex-presidente pelo TSE.

 

Comentários

1 Comentários

  • ERALDO CLAUDIO AMARAL 09/07/2023
    Se bolsonaro indicar um cachorro , eu voto nele. DIGA NAO AO SOCIALISMO