TRAGÉDIA EM MG

Filha de casal joseense encontrado morto em chalé de MG faz homenagem à mãe

Por Gabriel Campoy | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Créditos: Reprodução/Instagram
Alessandra (à esquerda) e Bruna (à direita)
Alessandra (à esquerda) e Bruna (à direita)

“A saudade corrói”. Foi dessa forma que Bruna Cleto Reis, filha do casal joseense que morreu intoxicado em um chalé no distrito de Monte Verde, em Minas Gerais, terminou um texto em homenagem a sua mãe nas redes sociais, nesta sexta-feira (7), dia que a tragédia completa duas semanas.

“Eu já percebi que hoje será um daqueles dias que a dor machuca, não vai embora, as lembranças não saem da cabeça e eu não paro de ouvir a sua voz”, diz trecho do texto publicado por Bruna através dos stories de seu Instagram.

Sua mãe, a corretora de imóveis Alessandra Aparecida Campos Reis, de 49 anos, e o pai, o motorista particular Whalter Reis Cleto Junior, 51, foram encontrados mortos na casa de hospedagem ‘Aroma de Jasmin’ pelo proprietário do estabelecimento, na noite da sexta-feira 23 de junho.

Filha mais velha de Alessandra, Bruna destacou ainda em sua homenagem que está “dando o seu melhor” para prestar apoio às irmãs mais novas. “Eu juro que tô (sic) dando meu melhor para seguir, para ser suporte para a Lara, mas tem dias que meu melhor não chega nem perto do seu pior. Só que eu tô (sic) aqui, tentando ser como me ensinou”, concluiu.

Pais de três meninas, Walther e Alessandra foram sepultados três dias depois da fatalidade, no dia 26 de junho (segunda-feira), no Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek, em São José.

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INTOXICAÇÃO CONFIRMADA

No inquérito concluído pela Polícia Civil de Minas Gerais nesta sexta (7), o laudo aponta que a intoxicação do casal se deu por conta do gás monóxido de carbono liberado por uma lareira que estava no quarto e que teria sido usada de forma inadequada, com o ambiente fechado.

Dias depois que o casal foi encontrado morto, a Prefeitura de Camanducaia, município que administra o distrito de Monte Verde, informou à reportagem através de nota que o chalé ‘Aroma de Jardim’ não tinha alvará de funcionamento expedido pelo Corpo de Bombeiros, CNPJ ou cadastro junto aos órgãos oficiais do Poder Público.

Mas, a Move (Agência de Desenvolvimento de Monte Verde), organização empresarial voltada ao fomento do turismo na região, explicou a OVALE que o local funcionava nos moldes de uma ‘casa de aluguel’, ou ‘casa de hospedagem’, semelhante aos que são alugados em aplicativos como AirbNB e Booking.com, e que possui regras distintas de estabelecimentos de rede hoteleira, sem exigir, por exemplo, laudos do Corpo de Bombeiros.

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