Uma propaganda lançada esta semana pela Volkswagen está causando grande repercussão nas redes sociais ao unir as vozes de duas grandes cantoras brasileiras: Elis Regina e sua filha Maria Rita. O comercial, criado pela agência AlmapBBDO e produzido pela Boiler Filmes, faz parte da campanha de comemoração dos 70 anos da montadora no Brasil.
A tecnologia utilizada nesta peça publicitária permitiu um encontro musical improvável entre mãe e filha. Elis faleceu tragicamente em janeiro de 1982, aos 36 anos, quando Maria Rita tinha apenas 4 anos de idade. No comercial, elas interpretam a música "Como Nossos Pais", de Belchior, um clássico imortalizado pela voz marcante da pimentinha.
Desde o seu lançamento, o comercial acumulou mais de 1 milhão de visualizações no YouTube e 650 mil no Twitter. A postagem de Maria Rita no Instagram recebeu elogios de diversos famosos que destacaram a emoção, qualidade da homenagem e a saudade da cantora.
Apesar de encantar muitos espectadores, a tecnologia por trás da reprodução da voz de Elis Regina após 41 anos de sua morte também gerou preocupações e debates nas redes sociais. Algumas pessoas demonstraram temor em relação ao uso da inteligência artificial e da técnica de deepfake. A discussão levantada pelos internautas demonstra a preocupação com o potencial impacto ético da manipulação de imagens e vozes.
O especialista em inteligência artificial que trabalha em uma empresa do ramo em São José dos Campos, David Mendes, conversou sobre o assunto com o OVALE. "A inteligência artificial permite fazer muitas coisas, mas o desafio será regulamentar e controlar, separando o que é falso do que é real", comentou Mendes.
Segundo ele, no caso da tecnologia de deepfake, é possível identificar quando é uma brincadeira, mas ele alerta que também seria possível criar um depoimento do presidente Lula, por exemplo, sobre um determinado assunto que pareceria genuíno.
Comentários
1 Comentários
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João Paulo 07/07/2023As partes concordaram? Então não tem que debater. Ponto.