ANGÚSTIA

“Tenho convicção de que eles estão vivos”, diz irmão de pescador desaparecido em Ubatuba

Por Gabriel Campoy | Ubatuba | Litoral Norte
| Tempo de leitura: 3 min
Créditos: Reprodução/GBMar

“Tenho convicção de que eles estão vivos”. É o que diz Ailton Alves, irmão de Almendes Alves, um dos pescadores desaparecidos no mar de Ubatuba. O último e Adriano Camargo saíram ainda na noite de terça-feira (20) em direção à Ilha de Anchieta para pescar e não retornaram mais para a costa.

A reportagem de OVALE falou de forma exclusiva com Ailton por telefone na tarde desta quinta-feira (22). Visivelmente abalado, o rapaz afirmou que não pretende parar de procurar pelo irmão enquanto não encontrá-lo. “Estou desde as 7h de ontem procurando por ele e não vou parar. Enquanto não achar ele, vivo ou morto, não vou parar”, disse.

Entenda o caso: Bombeiros iniciam procura por pescadores que desapareceram no mar de Ubatuba

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Ele, no entanto, deu ênfase para o fato de que Almendes e Adriano são exímios nadadores, com trabalhos, inclusive, como guarda-vidas em praias da região. Ailton diz se agarrar nesse fato para acreditar que o irmão e seu amigo estejam bem.

“Meu irmão sabe nadar muito bem, já trabalhou como guarda-vida e é o tipo de pessoa que, mesmo em alto mar, sabe se locomover nadando até a costa, tem muita noção do mar. Ele e o Adriano, os dois são ágeis na água, é por isso que eu acredito que eles estejam vivos, presos em alguma pedra, esperando socorro, não sei”, destacou.

Além disso, Ailton aponta para o fato de diversos pertences dos dois pecadores terem sido encontrados dentro de uma rede achada pelo GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimos) no mar. A informação foi publicada na manhã desta quinta por OVALE.

Segundo o rapaz, na rede estavam os aparelhos celulares dos dois pescadores, uma toca, uma camiseta, chaves e um maço de cigarros. Os objetos estariam dentro de uma mala térmica que no momento em que foi achada estava aberta.

De acordo com Ailton, a hipótese trabalhada por ele e seus familiares é que a embarcação em que Almendes e Adriano estavam pode ter virado. “Acreditamos que o barco possa ter virado e eles ficaram à deriva. Pelo que vimos até agora, os pertences e tudo mais, é a nossa principal hipótese”, finalizou.

 

BUSCAS.

Realizando as buscas em barcos de frete, Ailton Alves informou que os familiares seguem aceitando doações em dinheiro, via PIX, para que ele e os amigos continuem fazendo a procura pelos dois pescadores por conta própria. O Pix para quem quiser doar é: (12) 99687-3080.

Já o Grupamento de Bombeiros Marítimo retomou as buscas na manhã de hoje (22) e encontrou a rede e o banco de alumínio que pertenciam à embarcação.

As equipes concentram as buscas nesta quinta na triangulação entre Búzios, Ilha Vitória e Ilha Anchieta. Eles contam com uma lancha com três militares, mais cinco embarcações e dois jet-skis da comunidade de pescadores e familiares das vítimas, auxiliando na procura pelos pescadores.

A corporação informou ainda que os pescadores estariam a bordo de uma embarcação de alumínio, de cor escura, motor de popa e com aproximadamente 6 metros de diâmetro. Ainda não se sabe o que ocorreu, mas, assim como a família, os bombeiros suspeitam em naufrágio.

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