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Em 20 anos, dobrou número de nascimentos de mães acima de 40 anos no estado de São Paulo

Por Débora Brito | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Mulheres paulistas estão se tornando mães cada vez mais tarde e tendo menos filhos, segundo Fundação Seade
Mulheres paulistas estão se tornando mães cada vez mais tarde e tendo menos filhos, segundo Fundação Seade

Ser mãe após os 35 anos está cada vez mais comum no estado de São Paulo. Na faixa etária mais madura, de 40 a 49, o número de nascimentos mais do que dobrou (103,6%), de 2000 a 2022. Entre 30 a 39 anos, o aumento foi de 18% no registro de bebês nascidos vivos.

Os dados são da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), que produz estatísticas de natalidade e de fecundidade a partir dos registros enviados pelos cartórios.

A participação das mães paulistas na faixa dos 40 no volume total de nascimentos chegou, em 2022, a 5,1%. Esse percentual, em 2000,  era 1,8%. A participação das mães de 30 a 39 passou de 24% para 39%.

Já entre as mulheres de até 20 anos, os nascimentos caíram 68% nas duas últimas décadas. A queda no registro de bebês entre as mães de 20 a 24 anos  é de 45%, e para as mulheres que deram à luz entre 25 e 29 anos de idade, 25%. A participação das mães de 20 a 29 anos no número total de nascimentos caiu quase 37%, mas elas ainda representam cerca da metade das mães do total de nascidos vivos.

“As mulheres mais jovens estão preferindo adiar a maternidade para depois dos estudos e de se acertarem na carreira profissional”, comentou a demógrafa do Seade, Lúcia Mayumi Yasaki.

MENOS FILHOS.

Além de deixar a maternidade para uma idade mais avançada, as mulheres também estão tendo menos filhos. Nos últimos 20 anos, a taxa de fecundidade no estado passou de 2,1 filhos por mulher para 1,5 filhos.

A mudança no comportamento reprodutivo fica evidente pela queda nos nascimentos no estado. O ano de 2022 registrou o menor número de nascidos vivos de mães residentes no estado, 511,8 mil. O resultado é 27% inferior ao de 2000. A queda ficou mais acentuada a partir de 2020. “A queda da fecundidade já ocorre em São Paulo desde 1980 ou até antes disso. Agora estamos com uma quantidade muito baixa, comparado a outras realidades. E a pandemia ajudou a reduzir um pouco mais”, explicou Lúcia.

RMVALE e Campinas

A idade média com que as mulheres paulistas se tornaram mães no estado aumentou de 25,9 para 29,1 anos, no período analisado. Na RMVale, a idade média da maternidade passou de 25,7 anos, no ano 2000, para 28,9 anos, em 2022, resultado que deixa a região na 5ª posição do estado. A RMVale também registrou queda de 22% no número de nascidos nas duas últimas décadas. E seguindo a tendência do estado, os nascimentos de mães com mais de 40 anos também mais do que dobrou, enquanto que de mães de 20 a 29, caíram 37%.

Na região de Campinas, o percentual de nascimentos de mães de 30 a 39 anos passou de 23,5% para 40,4%, entre 2000 e 2022.  Já o percentual de nascimentos de mães acima de 40 anos passou de 1,6% para 4,8%, em duas décadas.

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