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Arbitragem na mira dos surfistas brasileiros no Mundial; Medina fica na bronca

Por Marcos Eduardo Carvalho | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE
Divulgação
Arbitragem na mira dos surfistas brasileiros no Mundial; Medina fica na bronca
Arbitragem na mira dos surfistas brasileiros no Mundial; Medina fica na bronca

A arbitragem do Mundial de Surfe está em xeque, ao menos para os campeões mundiais da modalidade, incluindo os grandes nomes do Litoral Norte. Aliás, o tricampeão mundial Gabriel Medina, de São Sebastião, foi o grande pivô da crise e considerado o grande prejudicado pelos árbitros.

Tudo aconteceu nesta última semana, quando Medina foi eliminado na etapa do Surf Ranch Pro, em mais uma competição organizada pela WLS (World Surf League, a liga profissional mundial de surfe). Ele cai precocemente nas quartas de final e contesta as notas divulgadas pela arbitragem.

No entanto, um dos maiores nomes do surfe mundial em todos os tempos não deverá fazer nenhuma representação formal contra a entidade máxima da modalidade. Ainda assim, provocou um movimento de apoio de outros surfistas brasileiros.

Entre eles, outro nome da região, Filipe Toledo, de Ubatuba, que também já foi campeão mundial. O ubatubense também se sentiu prejudicado e depois saiu em defesa de Medina através das redes sociais nesta semana.

“Estou com sentimento de felicidade ao ver os posts do Gabriel Medina, Ítalo Ferreira, e muito outros, que ainda podem aderir à ideia de que o que buscamos será sempre a evolução do esporte, com justiça e transparência. Não queremos nada além do justo. Nada além do que é de direito nosso. Precisamos que a nossa voz seja ouvida e respeitada, pois, afinal, nós somos os protagonistas disso tudo” afirmou Filipinho, em uma postagem nas redes sociais.

Mas, o campeão mundial de Ubatuba também não nega que está cansado com situação. “Depois de um longo dia, de muitos pensamentos, análises, notícias e argumentos, percebi que estou cansado, exausto psicologicamente. Não é fácil passar 10 anos engolindo seco. Sou surfista, original e raiz, que cresceu no meio de surfistas de verdade, e o justo sempre foi um dos pontos principais na minha vivência. Por isso me sinto cansado. Por amor ao esporte, eu sigo firme e forte”, ressaltou, dando a entender que também teria sido muito prejudicado pelos árbitros da WSL nos últimos anos.

Para Gabriel Medina, a entidade está priorizando manobras simples e incompletas. Por sua vez, a entidade se defendeu e disse que o surfe é um esporte subjetivo e que as regras já estavam definidas antes. Encorajamos um debate construtivo sobre a progressão do nosso esporte e os critérios usados para julgar nossas competições”, disse a entidade.

A próxima etapa do Mundial de Surfe acontece entre os dias 9 e 18 de junho, em El Salvador. Depois, ainda haverá a etapa no Brasil, o Rio Pro.

NA BRONCA.

O experiente Ícaro Cavalheiro, que disputou o Mundial de Surfe representando o Brasil por 13 anos, também endossou a briga dos atletas do país. Segundo ele, existe um sistema montado para isso.

“O sistema quer promover um australiano ou americano campeão mundial, porque eles não suportam mais ter campeão mundial brasileiro. Isso é fato", disse o surfista.

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