DROGAS

Felicio garante que não faltará vagas nas comunidades terapêuticas da região

Por Débora Brito | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Governo de São Paulo
Hub recém-inaugurado na capital para acolher usuários de drogas bate recorde de atendimento
Hub recém-inaugurado na capital para acolher usuários de drogas bate recorde de atendimento

O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, disse nesta sexta-feira (5) que o processo de transferência de dependentes químicos da capital para o interior não afetará a oferta de vagas para os pacientes que necessitam de acolhimento nas cidades.

Ramuth afirmou a OVALE nesta sexta-feira (5) que não haverá mudanças na estratégia na alocação de dependentes nas comunidades da região, processo que já ocorre no âmbito do programa Recomeço há 10 anos. Mas reiterou que existe uma iniciativa para garantir acolhimento e tratamento para os dependentes que estão saindo da cracolândia e outros espaços de uso a céu aberto e necessitam de tratamento.

“Onde encontrarmos vaga para acolher, seja em que cidade for, seja de onde eles vierem, o estado de São Paulo vai fazer esse esforço. O que não pode é faltar vaga, não pode acolher pessoas que não são de São José dos Campos e faltar vaga para quem é de São José dos Campos. Mas isso não vai acontecer porque o governador deu uma determinação para que se abra o número de vagas necessárias para atender a questão do dependente químico”, declarou.

Segundo Ramuth, a nova coordenação de saúde mental do estado identificou que houve um “represamento” de encaminhamento de dependentes nos últimos anos. Ele informou que o HUB de acolhimento instalado na cracolândia em São Paulo está batendo recorde de recebimento de pessoas que deverão ser encaminhadas para acolhimento em comunidades terapêuticas ou tratamento em hospitais psiquiátricos.

Sobre a droga chamada K9, conhecida como droga zumbi e que já foi encontrada na capital e no Vale, o vice-governador negou que houve aumento da demanda no atendimento por causa do novo entorpecente. “A segurança pública está de olho tentando entender por onde entra e para onde vai, talvez alguns protocolos médicos mudem conforme o tipo da droga, mas o tratamento é o mesmo”, explicou.

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