PROTESTO

Funcionários da Fundação Casa fazem greve por mais segurança e reajuste salarial

Por Poliana Vitorino | Vale do Paraíba e Litoral Norte
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação/ SITSESP
Servidores de todo o estado de São Paulo aderiram à paralisação
Servidores de todo o estado de São Paulo aderiram à paralisação

Os funcionários da Fundação Casa deram início a uma greve durante a madrugada desta quarta-feira (3) em todo o Estado de São Paulo, o que inclui o Vale do Paraíba e Litoral Norte.

O motivo, de acordo com SITSESP (Sindicato da Socioeducação do Estado de São Paulo), é o reajuste salarial e a valorização profissional. O governo teria proposto aumento de 5,75% nos salários, o que é considerado como "irrisório" pelos trabalhadores, que desejam reajuste que recomponha a inflação. Além disso, os socioeducadores cobram por valorização, plano de carreira e mais segurança nas unidades. Segundo a categoria, a violência tem sido recorrente na instituição e já provocou, inclusive, morte de trabalhadores. Dentre as reinvindicações, também está o aumento do efetivo e o não fechamento de unidades.

Uma assembleia foi realizada durante a tarde, entre o sindicato e a instituição. Foi proposto pelo governo estadual a retomada nas negociações, que teriam sido iniciadas ainda na terça-feira (2), quando o estado ofereceu 6% de reajuste salarial incidente também sobre os benefícios dos servidores a partir do mês de junho. O governo estadual afirmou ainda que realizará avaliações de desempenho previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Salários, viabilizando a possibilidade de progressão funcional nas carreiras.

Uma nova reunião deve acontecer nesta quinta-feira (4), para que o SITSESP apresente a proposta aos servidores. Enquanto não se decide a suspensão da greve, foi determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho que 80% dos servidores de cada área de atuação permaneçam em seus postos de trabalho para continuidade dos serviços de medida socioeducativa no estado.  Em caso de descumprimento da liminar, segundo a decisão judicial, o sindicato receberá multa de R$ 200 mil por dia.

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