DONATIVOS

Em ofício à Câmara, Fundo Social de Solidariedade de São José nega descaso com doações

Por Da Redação | São José dos Campos
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Divulgação
Flagrante foi feito por vereadoras da oposição no fim de março
Flagrante foi feito por vereadoras da oposição no fim de março

Em ofício enviado à Câmara de São José dos Campos, o Fundo Social de Solidariedade negou qualquer irregularidade na denúncia que a oposição fez em março ao Ministério Público sobre suposto descaso na destinação de donativos recebidos pelo município.

No texto, a entidade alegou que faz "uma triagem prévia dos itens recebidos, antes de sua doação à população necessitada, separando os alimentos com data de validade vencida, com embalagens rompidas, ou com sinais de estarem impróprios para consumo; os itens de vestuário, cama, mesa e banho que estejam muito sujos e/ou contaminados, que não podem ser usados por colocar em risco a saúde humana, descartando esses bens de forma adequada, assim que possível".

O Fundo Social argumentou ainda que "as notícias que vêm sendo divulgadas sobre uma possível perda de itens doados por negligencia do FSS/SJC não são verdadeiras", pois os itens "segregados, e depois descartados", já chegaram à entidade "sem condições de serem entregues aos donatários".

PRESSÃO.
O ofício foi enviado à Câmara após uma tentativa da oposição de convocar a presidente do Fundo Social, que é a primeira-dama Sheila Thomaz Ferreira, para prestar esclarecimentos sobre o episódio. A convocação seria feita por meio da Comissão de Educação e Promoção Social, que tem dois vereadores da oposição e apenas um aliado ao prefeito Anderson Farias (PSD).

O ofício é assinado por Maria Angélica Dias, que é assessora do Fundo Social e se identifica como "responsável por todo o trabalho operacional do FSS, respondendo pelas demandas internas de gestão dos projetos executados, entre eles, do Programa de Doações do Centro de Distribuição do Fundo Social".

A assessora afirma ainda que no período das chuvas a entidade distribuiu "cerca de 80 toneladas de alimentos, 22.000 peças de vestuário, cama, mesa e banho, 18.000 litros de água, e mais de 21.000 itens de higiene e limpeza".

DENÚNCIA.
Na noite de 23 de março, três vereadoras da oposição - Amélia Naomi (PT), Dulce Rita (PSDB) e Juliana Fraga (PT) - foram até a sede do Fundo Social de Solidariedade, no Parque da Cidade, e flagraram uma grande quantidade de alimentos, roupas e produtos de limpeza amontoados no local.

Segundo relato das parlamentares, os alimentos estariam molhados e estragados, já que o espaço tem problemas no telhado.

No dia seguinte, após a denúncia feita nas redes sociais, os materiais foram retirados do local. O caso foi reportado ao MP.

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