BIZARRO

Homem confessa assassinato e local que enterrou vítima durante terapia em Ubatuba

Por Jesse Nascimento | Especial para OVALE
| Tempo de leitura: 2 min
Polícia Civil

Um homem confessou o assassinato e o local em que teria enterrado a vítima durante uma sessão de terapia, em Ubatuba, na tarde desta quarta-feira (12).

O crime teria ocorrido no último dia 30 de março na rua Ulisses Silveira Guimarães, em Ubatumirim. Quem relatou o crime à polícia foi o advogado do psicólogo, Ricardo Mamede, narrando o que o seu cliente teria ouvido durante a sessão terapêutica.

Já nesta quinta-feira (13), o delegado e o responsável pelo setor de homicídios da delegacia de Ubatuba organizaram uma diligência ao local dos fatos para apurar o ocorrido. No imóvel, eles foram recebidos pelo advogado e pelo suspeito. Na ocasião, o indiciado relatou como foi a dinâmica do crime, assim como onde estava enterrado o corpo da vítima, que foi localizado após escavação, se encontrando em avançado estado de decomposição.

Ao ser questionado sobre a motivação do crime, o autor disse que faz tratamento psiquiátrico e que desde adolescência tinha o desejo de matar.

No boletim de ocorrência foi apontado que o suspeito contou que matava animais, como cachorros, gatos e coelhos, sentindo ‘prazeres orgásticos’ ao realizar tais atos.

Ele ainda afirmou na oitiva que desejava muito fazer isso com um ser humano e que até havia tentado cometer o ato com uma prostituta, tempos antes, mas não teve sucesso.

O CRIME

O crime ocorreu após o autor convidou a vítima para fumar maconha no dia 30 de março (quarta-feira) e, assim que entraram na suíte onde o indiciado residia, consumiram a droga. Logo depois, o assassino convidou o homem para fazer uma demonstração de um golpe de jiu-jitsu chamado “mata-leão”. Ele disse ter combinado que primeiro sofreria e depois aplicaria o golpe. Quando aplicou o golpe, a vítima desmaiou.

Com a vítima desacordada, o autor do assassinato pegou uma faca de cozinha e cravou nas costas do colega, depois o agrediu na cabeça com um pedaço de madeira e com uma barra de ferro. Por fim, cortou a veia jugular do rapaz até a morte.

O autor do assassinato disse ainda à psicologia que deixou o local das agressões e retornou um dia e meio depois, tendo dormido ao lado do corpo. Já durante a madrugada ele então cavou uma cova para enterrar a vítima no quintal, visto que o cheiro estava muito forte.

Em seguida, após enterrar o corpo, limpou a suíte e deixou o imóvel, já que ele afirmou que se sentia ameaçado, visto que amigos da vítima suspeitavam dele e diziam que iriam agredi-lo, pois o questionavam sobre o paradeiro do colega.

A polícia relata que o assassino não demonstrou sentimentos ou arrependimento em nenhum momento durante a diligência. Ele ainda apontou para os peritos em qual parte do corpo estava cravada a faca que utilizou para matar o colega.

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