MULHER

Com alta de 38% no 1º bimestre, feminicídio vira desafio à segurança pública de Tarcísio

Por Xandu Alves | São José dos Campos
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O número de mulheres mortas em casos de feminicídio – no qual a vítima é morta por ser mulher – cresceu 38,7% nos dois primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. As mortes subiram de 31 para 43.

O percentual foi ainda maior no interior, região com 79% de crescimento em feminicídios neste ano ante o ano passado: 34 contra 19.

Os números levam em conta dados da transparência da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).

No geral, considerando os 17 crimes analisados pela SSP referentes às mulheres, o estado de São Paulo terminou o primeiro bimestre com 41,1 mil crimes contra 22,3 mil em igual período do ano passado, um aumento de 84%.

Além do feminicídio, subiram os casos de ameaça (81,5%), a lesão corporal dolosa (20%), tentativa de homicídio (43%) e invasão de domicílio (447%).

Por outro lado, reduziram os casos de homicídio doloso (-4,5%), maus tratos (-59%), estupro consumado (-8%) e estupro de vulnerável consumado (-32%).

“Há muito que ser feito para diminuir a violência contra a mulher, que aumentou com a pandemia. O trabalho é de conscientização, de aumentar a fiscalização e de maior rigor na aplicação das leis, além de acolher as mulheres que sofrem violência”, disse Marcela de Andrade, diretora executiva do Centro Dandara, de São José dos Campos.

“Vivemos numa sociedade muito violenta, com aumento dos casos de misoginia, machismo e intolerância. A mulher é a parte mais frágil nessa história. Muitas estão pagando com a vida”, disse Dora Soares, cientista Política e Social.

TARCÍSIO NA CAMPANHA

A redução da violência contra a mulher foi uma das promessas de campanha do então candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos). Das 10 propostas para a segurança no plano de governo, quatro eram dedicadas ao combate à violência.

As propostas de Tarcísio falavam em proteção da mulher e da família por meio de um programa de prevenção, monitoramento por tornozeleiras eletrônicas e repressão de condutas agressivas contra a mulher.

Apontava ainda ações como “fortalecer a atuação das Delegacias da Mulher, com melhoria das estruturas e ampliação do horário de atendimento” e “criação de Abrigos Regionais Protegidos para a Mulher Vítima da Violência”.

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