VIOLÊNCIA

Vítimas de homicídio caem 21% no Vale no 1º bimestre, mas região mantém liderança em SP

Por Xandu Alves | São José dos Campos
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Divulgação
Treinamento do Baep, batalhão de elite da Polícia Militar
Treinamento do Baep, batalhão de elite da Polícia Militar

O número de vítimas de homicídio caiu 21% no Vale do Paraíba no primeiro bimestre comparado a igual período do ano passado, mas a região ainda mantém a liderança da violência no interior do estado de São Paulo.

De acordo com dados oficiais da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), a RMVale registra 53 mortes em homicídios em janeiro e fevereiro contra 67 no mesmo período do ano passado.

A maior queda ocorreu em fevereiro, mês com 24 óbitos contra 31 do ano passado, redução de 22,5% -- maior recuo percentual em mortes violentas desde agosto de 2022. Janeiro fechou com 29 homicídios contra 36 em 2022, queda de 19%.

A região ainda teve uma morte em latrocínio neste ano contra duas no ano passado, no primeiro bimestre.

Os números positivos, no entanto, ainda não foram capazes de tirar a RMVale do topo do ranking da violência em São Paulo. As 54 vítimas na região (53 homicídios e um latrocínio) estão bem acima da segunda colocada, a região de Piracicaba, que tem 46 mortes. Campinas e Ribeirão Preto têm 42 cada uma.

Segundo o governador de São Paulo em exercício Felicio Ramuth (PSD), o Estado está atendo à situação da RMVale.

“O governador Tarcísio [de Freiras] confirmou que o Vale é uma prioridade para o governo na área de segurança”, disse Felicio.

A Agemvale (Agência Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), braço operacional da RMVale, vai licitar câmeras de monitoramento para o Estado implantar o programa ‘Muralha Paulista’ na região.

O programa instalará cerca de 90 câmeras em 17 cidades do Vale Histórico e do Vale da Fé, para monitorar os principais acessos aos municípios. O investimento pode chegar a R$ 4 milhões.

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