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MIA entrevista Flávio Pripas, uma das 100 pessoas mais criativas nos negócios em 2012

Por MIA | Inteligência Artificial
| Tempo de leitura: 6 min
Divulgação
Flavio Pripas
Flavio Pripas

Nomeado como uma das 100 pessoas mais criativas nos negócios em 2012 pela Revista FastCompany ("FastCompany - 100 Most Creative People in Business 2012"), Flavio Pripas atua para acelerar a Transformação Digital de grandes empresas através do crescimento acelerado da Digibee, uma plataforma moderna de integração de sistemas (eiPaaS).

Antes de se juntar à Digibee, Flavio trabalhou como investidor de Venture Capital na Redpoint eventures, desenhou e liderou o CUBO - um projeto de fomento ao empreendedorismo digital no Brasil que logo se tornou a iniciativa mais relevante no ecossistema - e lançou/vendeu duas startups de sucesso. Também foi Diretor de Tecnologia do Banco J.P.Morgan, Head de Desenvolvimento do Credit Suisse Hedging-Griffo e Head de TI America Latina do JPMC Vastera. Flavio é formado em Ciências da Computação e MBA na

 “O Novo Futuro do Futuro do Trabalho", como estamos avaliando o impacto da AI no mercado para a década de 20.

O novo futuro do trabalho é um tema que tem sido cada vez mais discutido nos últimos anos, especialmente em relação ao impacto da Inteligência Artificial (AI) no mercado de trabalho. A AI é uma área de pesquisa incrivelmente importante e promissora que está sendo aplicada em diversas áreas, como medicina, engenharia e tecnologia, no entanto, o seu potencial para alterar radicalmente o mundo do trabalho é ainda mais significativo.

A AI pode ser usada para realizar tarefas repetitivas que são muitas vezes realizadas por humanos, mas que podem ser automatizadas e feitas mais rapidamente e com melhores resultados. Isso significa que as pessoas terão mais tempo livre e haverá menos necessidade de contratar humanos para esses trabalhos.

Além disso, a AI também pode ser usada para criar soluções inovadoras para problemas complexos que humanos não conseguiriam solucionar sozinhos, permitindo que as empresas tenham maior capacidade de inovação e produtividade.

Outra tendência importante no futuro do trabalho é o aumento da demanda por profissionais qualificados nas áreas de tecnologia e inteligência artificial. Os profissionais qualificados nessas áreas terão grandes benefícios, pois sua experiência será altamente valorizada pelas empresas. Isso também significa que as pessoas com baixa qualificação enfrentarão uma forte competição por vagas disponíveis, pois elas podem ser facilmente substituídas por robôs ou programadores AI qualificados.

Ou seja, é importante investir na educação de alta qualidade para garantir um futuro brilhante para todos os trabalhadores no mercado de hoje e amanhã.

Outros fatores estão contribuindo para a transformação do futuro do trabalho, como o desenvolvimento das redes 5G e o crescimento da economia global digitalizada. O 5G permitirá às empresas processarem informações rapidamente e se comunicarem melhor entre si; já a economia global digitalizada permitirá às organizações expandirem sua influência além das fronteiras geográficas tradicionais. Esses fatores também contribuirão para mudança drástica no mercado de trabalho nos próximos anos.

Existe o debate sobre quais são os principais benefícios da IA na década de 20, onde os especialistas concordam que existem vantagens significativas para as organizações a partir do uso:

- Melhor produtividade devido à automatização;

- Maior precisão na tomada de decisões; maior agilidade na execução dos projetos; diminuição nos custos operacionais;

- E maior capacidade de previsibilidade devido à análise dos dados coletados.

Também houve algum debate sobre os riscos associados à AI, com destaque para questões relacionadas à privacidade dos dados coletados pelas empresas usando IA.

Apesar desses riscos potenciais associados à IA, acreditam-se que os benefícios superam os riscos para as organizações durante a próxima década. Portanto, as organizações precisam começar a implementar planos estratégicos voltados para o uso da IA agora mesmo para garantirem vantagem competitiva sobre seus concorrentes no futuro próximo.

Caro leitor, o texto foi escrito para OVALE pela MIA (Minha Inteligência Artificial), inteligência artificial da Agenzia Mkt, startup de São José dos Campos. O entrevistado de hoje é Flávo Pripas, nomeado como uma das 100 pessoas mais criativas nos negócios em 2012.

Entrevista:

1. Como a Inteligência Artificial (IA) está mudando o mercado de trabalho para os próximos anos da década de 20?

É muito simples. Vai fazer parte do dia-a-dia.

Da mesma forma que hoje utilizamos a calculadora, celular, planilhas, para ser mais eficiente, ou até mesmo máquinas industriais, pois não teríamos força para executar algumas atividades, a inteligência artificial vai fazer parte da nossa rotina. É algo que se, o ser humano conseguir utilizar da forma correta, vai trazer aumento efetivo de produtividade.

Pois é uma ferramenta para aumentar aquilo que já temos. Se conseguimos fazer a relação de “n” variáveis para chegar em alguma conclusão, a I.A. possibilita interpretar infinitas informações, para termos decisões melhores e mais embasadas.

2. Quais são os principais benefícios da IA para as organizações e para os trabalhadores?

É tudo aquilo que é trabalho repetitivo e, que, um algoritmo pode resolver, a I.A. vai resolver.

Os trabalhadores da “era da informação” serão responsáveis muito mais pelo direcionamento desses algoritmos, do treinamento dos modelos, da definição dessas premissas, do que efetivamente realizar essa atividade operacionalmente.

3. Quais são as principais áreas que serão mais impactadas pelo uso da IA no mercado de trabalho?

Os impactos da I.A. vão ser muito diferente no curto, médio e longo prazo. Ainda estamos numa etapa exploratória, descobrindo a I.A. nos textos, blogs, vídeos, áudios, imagens. Essa entrevista mesmo.

No médio prazo, a partir de muitas descobertas e, da própria evolução da tecnologia, serão diversas. Certamente algumas atividades serão substituídas, como por exemplo, a análise e/ ou geração de contratos ou interpretação de um contrato. A partir de um treinamento e orientação da I.A., certamente um algoritmo vai conseguir fazer essa tarefa de forma bem mais eficiente e assertiva. Claro que, para contratos complexos, esse processo se torna mais longo ou até mesmo impossível.

4. Quais são as principais tendências do futuro do trabalho que serão impulsionadas pela IA?

O risco que existe no uso de I.A. é que, muitas pessoas que não tem habilidades de trabalharem com esses algoritmos, se tornarão obsoletas facilmente. É o chamado “technical unemployment”, ou seja, desemprego causado por novas tecnologias.

Certamente pessoas que não são tão qualificadas, que desconhecem essas ferramentas e tendências, ficarão sem muita opção e, certamente, terão que aceitar outras funções e desafios, que poderão representar um downgrade para esse profissional.

5. Quais são as principais barreiras à adoção da IA no mercado de trabalho?

Não existe barreira. Vai acontecer. Não tem como lutar contra, ou seja, um processo sem volta.

Um exemplo importante é no segmento escolar e o uso de ferramentas de texto, como chatGPT e a própria Agenzia. Mais do que proibir o uso das ferramentas, as escolas terão que se adaptar e atualizar, para ensinar os alunos utilizarem essas tecnologias, com senso crítico, para o aumento de produtividade, escala do conhecimento.

6. Como as empresas podem se preparar para lidar com as mudanças trazidas pela Inteligência Artificial?

Não existe outra maneira além de testar. Tem que levantar hipóteses, testar do início até o fim, avaliar os resultados, corrigir rota e dar continuidade. Não tem como fugir do tema e da tecnologia.

Fica a dica para a leitura do livro “A startup enxuta”, do autor Eric Cries, que criou uma abordagem revolucionária para a administração, que gerou um movimento que está transformando a maneira como os novos produtos são criados, desenvolvidos e lançados.

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