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Manobra da oposição impede, pela terceira vez, votação sobre diário oficial eletrônico

Por Da Redação | Taubaté
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Eduarda Souza/CMT
Plenário da Câmara de Taubaté
Plenário da Câmara de Taubaté

Mais uma manobra da oposição levou ao adiamento, pela terceira vez, da votação pela Câmara de Taubaté do projeto do ex-prefeito Ortiz Junior (PSDB) que oficializa a criação da versão online do diário oficial do município.

Minutos após o início da sessão dessa terça-feira (7), o vereador Moises Pirulito (PL) apresentou uma emenda ao projeto, propondo que as versões impressa e online do diário sejam publicadas simultaneamente por 12 meses – para criar um “período de transição”, segundo o parlamentar. Como a Comissão de Justiça e Redação precisaria de tempo para analisar a emenda, a votação do texto não poderia ser realizada.

As outras duas manobras para impedir a votação também foram executadas por Pirulito: em outubro de 2022, pediu o adiamento por 12 sessões; na semana passada, pediu vista do projeto.

DECRETO.
Como o adiamento por 12 sessões, ocorrido em outubro, impediria a votação do projeto ainda em 2022, em dezembro o prefeito José Saud (MDB) decidiu criar a versão online do diário oficial por meio de um decreto.

A oposição, no entanto, alega que esse decreto seria irregular. O argumento é de que, embora esse projeto protocolado por Ortiz tramite na Câmara desde janeiro de 2020, o atual prefeito atropelou os debates internos do Legislativo.

No fim de fevereiro, a vereadora Vivi da Rádio (Republicanos), que integra a oposição, chegou a apresentar um projeto que visa sustar o decreto de Saud que criou a versão online do diário oficial, sob a alegação de que o atual prefeito tomou uma “atitude equivocada, com clara exorbitância no seu poder de regulamentar”.

DEFESA.
O governo Saud alega que, “após realizar consulta à Procuradoria Geral Município”, entendeu que poderia regulamentar a medida por meio de decreto. Já a votação do projeto seria uma forma de evitar questionamentos futuros sobre a legalidade de criar o diário online apenas por meio do decreto.

A gestão emedebista argumenta ainda que “a medida é necessária em razão da economicidade e transparência”, já que resultará em uma economia anual de R$ 274,6 mil – enquanto a versão impressa, que era publicada no jornal A Voz do Vale, custava R$ 280 mil por ano, a versão online, que é publicada no site da Prefeitura, custará R$ 5,4 mil a cada 12 meses.

O diário é utilizado para publicar os atos oficiais da Prefeitura, como convocação de concursos, nomeações, exonerações, editais, licitações, leis e decretos.

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