ASSASSINATO

Após ser liberado pela Justiça, falso médico acusado de homicídio é preso novamente

Por Thais Perez | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE
Deic São José dos Campos
Fábio de Cunha Machado estaria atuando como médico em São José
Fábio de Cunha Machado estaria atuando como médico em São José

Após ter sido liberado pela Justiça, Fábio de Cunha Machado foi preso nesta segunda-feira (13), em São José dos Campos, por ser suspeito de um homicídio ocorrido em Pernambuco. Em janeiro, ele havia sido flagrado utilizando documentos falsos, com remédios controlados e receitas falsificadas, contudo, foi liberado após ser preso pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Ele nega as acusações.

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A prisão de Fábio foi decretada pela Justiça de Pernambuco, que pediu sua detenção preventiva pelos crimes de Destruir, subtrair ou ocultar cadáver, Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e Falsificar documento.

Fábio também foi acusado e preso pelo crime do "tambor", que aconteceu em 2016, em Guarulhos. Uma senhora de 84 anos foi encontrada morta em um tambor dentro de sua própria casa. De acordo com a investigação, o filho da senhora pediu ajuda de Fábio para matar sua mãe, após uma discussão por conta de R$ 50. Fábio, então, teria fornecido medicamentos sedativos administrados à senhora, que foi posteriormente colocada no tambor, preenchido por cimento e cal.

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No dia 3 de novembro do ano passado, um corpo foi encontrado em uma geladeira em Itapetim, em um apartamento no centro da cidade, que estava sendo alugado por Fábio de Cunha. Desaparecido há 21 dias, o corpo do jovem já estava em estado avançado de decomposição. A geladeira estava na cozinha do imóvel e estava cimentada. Os policiais precisaram quebrar o concreto para chegar até o corpo. Após perícia, a polícia descobriu que a causa da morte foi uma overdose e que mais de 5 substâncias foram encontradas no organismo da vítima.

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O corpo pertencia a Adonias Ferreira, de 29 anos. Ele era da cidade de Maturéia, na Paraíba e saiu no dia 12 de setembro, dizendo que iria visitar sua mãe, na cidade de São José do Egito, em Pernambuco. Contudo, ele não deu mais notícias para a família, que prontamente reportou seu desaparecimento à polícia. De acordo com a irmã de Adonias, ela percebeu que não era ele que estava respondendo suas mensagens pelo celular e desconfiou que algo estava errado.

Segundo testemunhas, Adonias pode ter conhecido Fábio por meio de um aplicativo de relacionamento. Na época do crime, a polícia pediu a prisão preventiva de Fábio, que acabou sendo recusada pela Justiça. O acusado está em São José dos Campos desde novembro do ano passado.

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