DEMORA

Após 4 meses de ‘apagão’, Taubaté abre licitação para manutenção da iluminação pública

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMT
Contrato com última empresa foi encerrado no fim de setembro de 2022
Contrato com última empresa foi encerrado no fim de setembro de 2022

Passados mais de quatro meses do fim do contrato anterior, a Prefeitura de Taubaté enfim abriu a nova licitação para definir a empresa que ficará responsável pelo serviço de manutenção da iluminação pública.

A nova terceirizada será definida em um pregão eletrônico marcado para o dia 27 desse mês. Vencerá a disputa a empresa que fizer a menor proposta – o valor máximo é de R$ 7,688 milhões pelos 12 meses de contrato.

Assim como no contrato anterior, a nova empresa terá que disponibilizar cinco equipes para a manutenção do parque de iluminação do município, que é composto por 38.291 luminárias, sendo 30.994 de LED (80,94% do total).

APAGÃO.
O serviço era executado desde setembro de 2016 pelo consórcio formado pelas empresas Ilumitech e Start. O custo anual era de R$ 3,111 milhões.

O consórcio atuava diariamente com cinco equipes. Mas o contrato acabou no dia 30 de setembro de 2022, já que não havia mais possibilidade legal de prorrogá-lo.

Desde então, a manutenção da iluminação é feita pelo próprio município, mas de forma precária – existe apenas uma equipe, que faz somente manutenção em praças e em alguns casos considerados prioritários.

TAXA.
Desde junho de 2015 é cobrada em Taubaté a CIP (Contribuição de Iluminação Pública), mais conhecida como taxa de luz. A taxa foi criada justamente para custear o contrato de manutenção da iluminação, mas a arrecadação sempre foi bem maior do que o valor pago pelo serviço. Em 2021, por exemplo, a CIP gerou receita de R$ 17,8 milhões. Em 2022, de R$ 17 milhões.

Para residências, a taxa representa acréscimo de 4% a 7,5% na conta de energia elétrica. Para imóveis comerciais, varia de 4% a 10%. Para indústrias, de 2,5% a 10%.

Na eleição de 2020, o agora prefeito José Saud (MDB) prometeu reduzir a alíquota da taxa de luz. Mas isso não foi feito até agora. Segundo a Secretaria de Serviços Públicos, “estão sendo elaborados estudos financeiros para esta revisão, que dependem também da parametrização do sistema por parte da concessionária”. A previsão é de que os estudos sejam concluídos até junho desse ano.

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