GOLPISTA

Falso médico de São José acusado de homicídios não tinha clínica fixa, diz polícia

Por Thais Perez | São José dos Campos
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OVALE
Deic São José dos Campos
Remédios, receitas e documentos falsos foram apreendidos
Remédios, receitas e documentos falsos foram apreendidos

O falso médico que atuava em São José dos Campos, flagrado pela Polícia Civil nesta terça-feira (31), não atendia em uma clínica, ao contrário do que alegava em suas redes sociais. Solto nesta quarta-feira pela Justiça, o homem oferecia serviços médicos pelo Instagram e foi preso com documentos falsos, além de remédios controlados. Além dos golpes que aplicava se passando por médico, Fábio da Cunha Machado é acusado em um homicídio em Guarulhos, pelo qual foi preso e é suspeito de ter matado um outro homem no estado de Pernambuco.

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Em um perfil no Instagram, o homem aparece oferecendo serviços de estética facial avançada. "Resultados garantidos", ele dizia em uma postagem com erros de ortografia e uma foto sua, dizendo que ele atendia no bairro Vila Ema. Após investigação, a Polícia Civil confirmou que Fábio não atuava em nenhuma clínica. A polícia acredita que ele fisgava clientes a partir de redes sociais.

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Fábio foi preso após trabalho de campo dos policiais civis que flagraram o suspeito saindo de uma farmácia de medicamentos manipulados no Jardim Satélite, carregando remédios de uso controlado. Em seu apartamento, na Rua Paraibuna, foram encontrados documentos falsos, receitas médicas em branco, carimbos e diversos sedativos de uso controlado. O acusado foi encaminhado à cadeia de Caçapava, mas foi solto após audiência de custódia.

Ele foi indiciado pelos crimes de uso de documento falso, exercício ilegal da medicina, falsificar, corromper e adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos, ou medicinais.

OUTROS CRIMES.

O acusado estava sendo procurado em Pernambuco por ser o principal suspeito na morte do jovem Adonias Ferreira da Costa, que foi encontrado em estado avançado de decomposição em novembro do ano passado. De acordo com a perícia, foram encontrados vestígios de pelo menos cinco substâncias de uso controlado no organismo de Adonias. Segundo testemunhas, há possibilidade de Fábio ter se aproximado da vítima através de um aplicativo de relacionamentos.

Em 2016, Fábio foi acusado de outro crime, em Guarulhos, pelo qual foi preso. Na época, Fábio e sua mãe foram acusados pela morte de Silas Morellis, aposentada de 84 anos. Ela foi encontrada em um tambor em sua própria casa. A mãe de Fábio era cuidadora da vítima, que teria sido dopada e colocada nesse local, que foi cimentado pelo filho. O caso ficou conhecido como "crime do tambor".

No mesmo ano, Fábio foi preso na cidade de Jenipapo de Minas, em Minas Gerais, onde estava atendendo pessoas, passando-se por médico.

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