PROMESSA

Cartão Mesa Taubaté completa um ano com menos da metade de beneficiados e fila de espera

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação/PMT
Cartão Mesa Taubaté substituiu as cestas básicas que eram distribuídas da Prefeitura
Cartão Mesa Taubaté substituiu as cestas básicas que eram distribuídas da Prefeitura

Com um número máximo de beneficiários que não chega nem à metade do que foi prometido na campanha eleitoral de 2020, o Cartão Mesa Taubaté, que é uma das principais vitrines do governo José Saud (MDB), completou um ano de existência com fila de espera e indefinição sobre a ampliação do número de famílias atendidas.

Na última eleição municipal, o agora prefeito prometeu que o programa, que substituiu as cestas básicas que eram distribuídas pela Prefeitura, atenderia 8 mil famílias. O Cartão Mesa Taubaté, no entanto, foi implantado com um limite máximo de 3.900 atendidos por mês, sendo cerca de 3.700 contemplados efetivamente (eles têm permanência garantida por seis meses) e aproximadamente 200 benefícios emergenciais, que são indicados mensalmente pelas unidades do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).

Segundo a Prefeitura, a fila de espera para ingressar no programa tem 92 famílias atualmente. O governo Saud alegou que “há a intenção de aumentar o número de benefícios”, mas que isso “não está previsto para ser executado nesse momento” – não foi informada uma previsão de quando isso poderia ocorrer e nem de qual seria o novo limite.

A gestão emedebista argumentou ainda que a promessa feita na campanha de 2020 levou como base uma “demanda apontada pela Prefeitura de Taubaté à época”, e que descobriu-se depois que a demanda “estava superestimada”.

Na campanha de 2020, Saud dizia que o cartão teria crédito mensal de R$ 160 – esse valor, atualizado pela inflação acumulada desde então, representaria R$ 193,60 atualmente. Em 2022, o crédito do programa foi de R$ 129 por mês. Em 2023, o valor passou para R$ 179 por mês. Já a cesta básica que a Prefeitura distribuiu até o fim de 2021 custava R$ 138 à época.

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