Uma das principais lideranças do acampamento bolsonarista que permaneceu mais de 70 dias em frente ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica), em São José dos Campos, afirmou a OVALE que defende a punição dos envolvidos na tentativa de golpe de estado ocorrida em Brasília no último dia 8 de janeiro (domingo). "Doa a quem doer".
“Quem foi até Brasília e quebrou vidraças, portas, depredou o patrimônio público, merece punição. É preciso que essas pessoas paguem pelo o que fizeram. Sou favorável às manifestações, mas que elas sejam de forma ordeira. Vandalismo precisa ter punição, doa a quem doer”, disse o pequeno empresário, que não quis se identificar.
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Presente desde o início nas aglomerações realizadas em frente à área militar do DCTA, em São José, que pediam entre as principais pautas uma ‘intervenção federal’ das Forças Armadas e uma anulação das eleições por conta de supostas fraudes nas urnas, o manifestante afirma, no entanto, não ter nenhum tipo de frustração pelo tempo acampado no local e que não se arrepende do período.
“Estive lá porque acredito no que eu reivindicava. Sigo acreditando. Eu ficaria frustrado ou chateado se não tivesse tentado. Tem muitas questões que ainda não foram explicadas e eu sigo sem ter confiança nas urnas eletrônicas. Mas sou cristão, apoio as manifestações pacíficas, ordeiras”, destacou.
O rapaz relembrou ainda um episódio, publicado com exclusividade por OVALE, em que um militante petista teve o carro atacado ao passar pelo local, na época frequentado por bolsonaristas. Segundo ele, na ocasião, assim como em outras situações semelhantes, sua postura foi sempre a de ‘acalmar os ânimos’. “Nós tivemos aquele episódio do petista que arranjou confusão com o nosso pessoal. Eu evitei o pior. Intervi para que houvesse consenso através do diálogo. Sempre fiz isso. Nos provocavam diariamente”.
Atualmente, cuidando de empreendimentos pessoais, ele afirmou estar afastado das notícias políticas e das redes sociais. No entanto, enfatizou ser contrário ao governo Lula, fez críticas ao ministro da fazenda Fernando Haddad (PT) e que “sua briga nunca foi por partido”. “É um governo [Lula] que me preocupa. O [Fernando] Haddad quebrou São Paulo quando foi prefeito e agora ‘ganhou’ as finanças do Brasil para cuidar. É difícil. Eu confesso que não ando acompanhando muito o noticiário, mas minha briga sempre foi pela pátria, não por partido”, completou.