A Seleção Brasileira é, acima de tudo, um patrimônio do futebol nacional. Mais que isso, é uma identificação total entre o torcedor do futebol e o país. Foi com a camisa verde e amarela que o futebol do Brasil teve as suas maiores alegrias. Foi com essa camisa, por exemplo, que o mundo conheceu e se encantou com Pelé, tricampeão mundial em 1958, 1962 e 1970.
No entanto, nos últimos anos, a camisa da Seleção Brasileira se tornou ferramenta política e especialmente associada ao governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL). Assim, muitas manifestações em praça pública, mesmo durante a pandemia da Covid-19, se tinha muita gente com a bandeira do Brasil e a camisa da Seleção.
Inclusive, no ato terrorista do último dia 8 de janeiro, quando opositores do atual governo invadiram o Palácio do Planalto, STF (Superior Tribunal Federal) e o Congresso Nacional, muitos estavam com a camisa da Seleção Brasileira.
Então, isso gerou um incômodo grande na CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que agora trabalha para desvincular a Seleção Brasileira dos manifestantes de atos antidemocráticos, como os que aconteceram em Brasília.
COMUNICADO.
Após a invasão dos Três Poderes pelos terroristas na semana passada, a CBF emitiu uma nota em suas redes sociais. “A camisa da Seleção Brasileira é um símbolo da alegria do nosso povo. É para torcer, vibrar e amar o país. A CBF é uma entidade apartidária e democrática. Estimulamos que a camisa seja usada para unir e não para separar os brasileiros. A CBF repudia veementemente que a nossa camisa seja usada em atos antidemocráticos e de vandalismo”, diz a entidade.
O presidente da entidade máxima do futebol brasileiro, Ednaldo Rodrigues, também se manifestou pessoalmente contra os atos. “A camisa da seleção é um símbolo da alegria do nosso povo. É para torcer, vibrar e amar o país”, afirmou o dirigente.
Inclusive, durante a última Copa do Mundo, no Catar, em 2022, muitos torcedores se sentiram constrangidos em usar a camisa da Seleção Brasileira. Portanto, a ideia da CBF agora é justamente evitar isso e, de fato, desvincular as duas coisas.