BOLSONARISMO

Após réveillon e posse de Lula, mobilização bolsonarista no DCTA se esvazia

Por Gabriel Campoy | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Gabriel Campoy / OVALE
Mobilização bolsonarista no DCTA se esvazia após o réveillon e a posse de Lula
Mobilização bolsonarista no DCTA se esvazia após o réveillon e a posse de Lula

A mobilização de manifestantes bolsonaristas em frente ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeronáutica), em São José dos Campos, começou a se enfraquecer após a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O desânimo dos manifestantes em relação às pretensões golpistas, porém, aconteceu ainda na noite deste sábado (31), após o pronunciamento final do agora ex-vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos), que adotou tom conciliador e rechaçou ameaças de ruptura em sua fala.

Neste domingo (1°), quem passou em frente a área militar do CTA na maior cidade do Vale viu poucos sinais da vigília que se estendeu por quase 60 dias pedindo ‘intervenção federal’ às Forças Armadas e afirmando – sem provas – que as urnas eleitorais que registraram o resultado final das eleições presidenciais no segundo turno estavam fraudadas. Ao longo dos dias, a narrativa se manteve forte nos grupos bolsonaristas e perdeu força apenas nos últimos dias, após a última live de Jair Bolsonaro (PL) como presidente da República, onde o ex-mandatário condenou possíveis ameaças terroristas e se colocou como oposição ao futuro governo.

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Em conversa com a reportagem de OVALE, um dos manifestantes em frente ao DCTA afirmava ainda na quinta-feira (29) que esperava uma resposta por parte dos militares. “O jogo só termina quando o juiz apita”, dizia. No entanto, como também foi adiantado pelo jornal durante a última semana, boa parte dos bolsonaristas já tinham uma data fixada para deixar o acampamento: 31 de dezembro.

Ainda assim, durante a noite do último dia do ano o clima foi de esperança entre os ocupantes da ‘vigília bolsonarista’. Dois enormes carneiros, doados por simpatizantes da causa intervencionista entoada pelos protestantes, foram assados no chão e serviram os apoiadores na última noite de mobilização na região militar. Segundo uma fonte, a virada nem foi esperada por alguns que ficaram frustrados com o pronunciamento de Mourão.

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As dezenas de carros abarrotados no canteiro central com as placas cobertas com receio de multas também deixaram o local. É possível contar o número de veículos que ainda prosseguem na região: quatro. Além deles, apenas pequenas bandeiras do Brasil e faixas verde e amarelo permanecem no local. Mesmo assim, os poucos que permanecem adotam um discurso radicalizado: "Agora é guerra", disse um manifestante ao ver os registros da reportagem.

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