REAJUSTE

Cartão Mesa Taubaté terá aumento de R$ 50 por mês no valor para moradores de baixa renda

Por Da Redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMT
Cartão substituiu cesta básica que era distribuída pela Prefeitura
Cartão substituiu cesta básica que era distribuída pela Prefeitura

Após um ano da criação do programa, os 3.900 moradores de baixa renda que recebem o Cartão Mesa Taubaté terão o primeiro reajuste no valor do benefício. O aumento, que entrará em vigor em 2023, será de R$ 50 por mês, passando de R$ 129 para R$ 179 – um acréscimo de 38,75%.

O reajuste era uma reivindicação constante dos moradores, já que o programa havia sido criado no início de 2022 com um valor inferior ao que havia sido prometido pelo prefeito José Saud (MDB) na eleição de 2020 – e também inferior ao custo da cesta básica que era distribuída pela Prefeitura e foi substituída pelo cartão.

Na campanha de 2020, Saud dizia que o cartão teria crédito mensal de R$ 160 – esse valor, atualizado pela inflação acumulada desde então, representaria R$ 192,62 atualmente. Já a cesta básica que a Prefeitura distribuiu até o fim de 2021 custava R$ 138.

O decreto que reajusta o valor do cartão não cita o impacto financeiro da medida. Mas, como o programa atende 3.900 moradores, o custo adicional deve ficar em R$ 2,34 milhões por ano – já o custo total do programa chegaria a R$ 8,377 milhões por ano.

Até então, apenas os servidores da Prefeitura que recebem o Cartão Cesta Básica haviam sido beneficiados por reajuste no valor – em julho de 2022, o crédito mensal para o grupo passou de R$ 128,11 para R$ 178,11; têm direito ao benefício cerca de 2.500 funcionários com salário de até R$ 2.602,04.

ENTRAVES.
Além do valor do benefício para os moradores de baixa renda, que segue abaixo do prometido, dois outros compromissos relacionados ao Cartão Mesa Taubaté ainda não foram cumpridos.

Um deles é de ampliar o número de beneficiários para 8 mil famílias. Mesmo somando as pessoas em situação de vulnerabilidade e de extrema vulnerabilidade social e os servidores, o número está em 6.400. A meta era injetar R$ 25 milhões por ano na economia local. O número atual está em R$ 13,7 milhões.

Outra promessa que deve ficar no papel é a possibilidade de comprar material escolar com o cartão. O governo Saud alega, agora, que isso é impossível, pois a compra pelo cartão ficaria mais cara do que a forma utilizada hoje pela Prefeitura.

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