VIOLÊNCIA

'Ela sempre estará viva em mim', diz mãe de Ana Lívia, morta pela amiga em Taubaté

Por Thais Perez | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE
Arquivo Pessoal
Atiradora está internada na Fundação Casa
Atiradora está internada na Fundação Casa

O natal de Jéssica Higino, mãe de Ana Lívia, será um pouco mais sem cor neste ano. Ela perdeu a filha de 13 anos em setembro deste ano, em Taubaté. Ana Lívia foi morta com um tiro pela amiga de 12 anos, após uma discussão sobre uma colega de classe, na própria casa. "Vida sem quem amamos muda de cor", afirma Jéssica.

Ana Lívia foi morta em sua casa enquanto se arrumava para ir à escola junto a uma amiga. Depois de uma discussão, a colega atirou contra Lívia na nuca, voltou para casa para esconder a arma e foi para escola assistir à aula. Horas depois, a mãe da vítima encontrou-a já sem vida em seu quarto.

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Muito próximas, Jéssica considerava Ana Lívia mais que uma filha, mas uma amiga. Além da mãe, a menina tinha um irmão recém-nascido. "Agora tenho que aprender e colorir meus dias por quem ficou e precisa de mim, uma luta diária em meio à saudade", completa Jéssica.

"Eu realmente não sei como vai ser o Natal. Há 12 anos que ela me acompanha e era meu primeiro abraço da noite", conta ela.

JUSTIÇA.
A Vara de Infância e Juventude de Taubaté decidiu que o tempo de internação da menina de 12 anos será indeterminado. De acordo com informações da equipe jurídica da família da vítima, o juiz determinou que uma avaliação psicológica seja feita com a garota a cada 6 meses. O documento vai respaldar a manutenção da pena ou não. Atualmente, ela está internada em uma unidade da Fundação Casa na capital.


Segundo o inquérito policial, a arma utilizada no crime pertencia a um tio da garota, que está responde um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), definido em uma multa de R$ 2,5 mil.

Familiares e amigos de Ana Lívia organizaram um abaixo-assinado para pedir a redução da maioridade penal. "O mais triste em tudo isso, é saber que a Ana Lívia foi somente mais um número, e enquanto as leis não mudarem, esses crimes serão cada vez mais comuns", disse a mãe.

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