O PDUI (Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado) da RMVale apresenta propostas para tornar real o que o nome diz: região metropolitana. O plano traça metas regionais para o desenvolvimento do Vale do Paraíba de forma integrada, como um plano diretor de interesse de toda a região.
Com atraso de quatro anos, o PDUI foi apresentado na sexta-feira (2), em Natividade da Serra, após ter sido elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da USP (Universidade de São Paulo).
Os técnicos trabalharam um ano coletando informações sobre a RMVale em audiências públicas nas cinco sub-regiões, além de sugestões coletadas pela internet.
Segundo a SDR (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional), a plataforma digital do PDUI recebeu 225 propostas, sendo 186 da sociedade civil e 39 do poder público, entre dezembro de 2021 e 15 de fevereiro deste ano.
Após ser apresentado à RMVale, o plano será enviado para discussão e aprovação na Assembleia Legislativa de São Paulo.
“Temos a satisfação de poder concluir e deixar tudo pronto para que a Assembleia Legislativa do estado possa analisar, debater e finalmente tornar uma realidade para os municípios paulistas, que poderão planejar e resolver as questões regionais em conjunto e com participação popular”, disse Rubens Cury, secretário da SDR.
REGIONAL
O plano traça estratégias para uma ação em toda a região visando cinco pontos: gestão integrada de riscos e desastres, enfrentamento da precariedade e informalidade habitacional, rotas turísticas integradas, gestão da mobilidade regional e rede de centralidades.
O primeiro ponto prevê articular as instâncias de governo para a gestão integrada de riscos e desastres no Vale. Também identificar e atualizar dados em mapas das áreas de risco e criar diretrizes para uso e ocupação do solo, orientando os planos diretores e as políticas públicas municipais.
Na área habitacional, o PDUI propõe enfrentar, de forma regionalizada e articulada com os governos, os assentamentos precários e loteamentos irregulares na região, especialmente em áreas de risco. Prevê ainda uma política pública de regularização fundiária urbana nos municípios.
O terceiro ponto prevê uma ação coordenada e conjunta dos municípios da para que os atrativos turísticos nos municípios sejam incentivados “na forma de roteiros turísticos integrados”, para atrair investimentos e gerar empregos.
O quarto ponto abrange a mobilidade regional e tem foco na integração das cidades e na oferta de serviços públicos de qualidade em transporte.
Por fim, a rede de centralidades propõe interligar as cidades por meio de “infraestruturas regionais para equilibrar a distribuição das atividades sociais e econômicas, minimizando desequilíbrios”, além de “potencializar o desenvolvimento socioeconômico”.
A proposta visa “conectar as centralidades em rede, por meio de sistemas estruturais -- redes viária, de transporte coletivo, de comunicação e demais infraestruturas -- e ambientais, potencializando o desenvolvimento urbano”.
LINHA VERDE
Tendo como inspiração o projeto da Linha Verde de São José dos Campos, o PDUI (Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado) propõe a criação de um corredor verde metropolitano de transportes na RMVale.
A proposta é de que esse ‘corredor verde’ seja construído na faixa da linha de transmissão de energia elétrica que ladeia a Via Dutra, ligando Jacareí a Aparecida. Uma das metas é reduzir o congestionado de tráfego de veículos na Via Dutra e o número de acidentes.
Também incentivar o uso de transporte coletivo para esses deslocamentos por meio de “novo modal de transporte, moderno, confortável e sustentável”. Prevê ainda atender ciclistas por meio de “novo eixo cicloviário” no ‘Roteiro da Fé’, além de área para caminhada.