Após o lançamento do Artemis I, uma missão que consiste no megafoguete do SLS (Sistema de Lançamento Espacial) e uma espaçonave Orion não tripulada, com destino à Lua, o diretor do programa da Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço), Howard Hu, disse que até 2030 humanos viverão e trabalharão no ‘satélite natural da terra’.
Cinquenta anos após a última missão tripulada à lua — o lançamento da Apollo 17 --, o programa norte-americano Artemis I, pretende ser o primeiro passo -- ainda que não conte com tripulação --, para missões contínuas, com o objetivo principal de novamente encaminhar astronautas à superfície da Lua e possivelmente torna-la habitável ao longo das décadas.
"Vamos enviar pessoas para a superfície da lua, e elas vão viver na superfície e fazer ciência. É o primeiro passo que estamos dando para a exploração do espaço profundo a longo prazo, não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo disse Howard a um veículo de notícias.
A presença de água no polo sul da Lua é uma incógnita que instiga os cientistas a planejarem viagens ao local. Para Hu este é um bom motivo para voltar ao ‘satélite natural’, pois se for bem explorado poderá ser utilizado para ajudar foguetes a caminho do planeta vizinho, Marte.
Ainda segundo Howard, após o programa da espaçonave Orion concluir os testes de segurança de seus componentes e sistemas, o próximo passo é ‘ter humanos vivendo na Lua dentro desta década’. "Será realmente muito importante para nós aprender um pouco além da órbita da Terra e depois dar um grande passo quando formos para Marte", acrescentou Hu.
A Nasa pretende firmar uma ‘presença humana sustentável’ na Lua, com missões que duram semanas e não alguns dias como foi no programa Apollo. O objetivo da missão Artemis é compreender melhor como viver e trabalhar no espaço.
A importância da Artemis I
A missão não tripulada da Artemis I, irá orbitar a Lua — sem pousar — e retornará a Terra, o processo deve demorar cerca de seis semanas. Um de seus objetivos é entender e abrir o caminho para uma possível missão tripulada.
Fato interessante é que a espaçonave Orion viajará mais longe do que qualquer outra espaçonave construída para humanos já foi. Ao todo percorrerá mais de 280.000 milhas da Flórida - 40.000 milhas além do satélite natural - e continuará no espaço por mais tempo do que qualquer outra nave sem atracar em uma estação espacial. Depois retornará à Terra mais rápido e suportando mais calor do que nunca.
Dentre os objetivos, a Nasa buscará testar na Lua as tecnologias que ajudarão na sua evolução em Marte, com isso novos trajes de ‘caminhadas espaciais’ a prova de radiação – possíveis modelos da missão tripulada que tocará o solo no ano de 2025 -- serão colocados em prova, assim como testagem de veículos e também moradias.