Com 32 ingressos comprados para a Copa do Mundo de 2022, incluindo todos das fases finais, o joseense Rômulo Diego dos Santos, de 41 anos, acompanhou na última segunda-feira (28) seu primeiro jogo do Brasil no Mundial do Catar. Em seu terceiro mundial seguido acompanhando o time verde e amarelo de perto, ele afirma que desta vez sente que o hexa virá. “É o melhor time que temos em anos. Agora eu acho que o título vem. Quero o hexa”, destaca.
Morador do Bosque dos Eucaliptos, zona sul de São José dos Campos, o torcedor que trabalha como bancário, chegou no último dia 25 de novembro ao país árabe, assistiu País de Gales e Irã pela segunda rodada do Grupo B e tem planos de permanecer até o dia 18 de dezembro, data da finalíssima.
Mesmo com a empolgação de estar acompanhando de perto a seleção nacional mais premiada na história das Copas, para Rômulo, a emoção de estar em um estádio acompanhando o time canarinho pelo torneio mundial não é inédita. Ele começou sua história em Mundiais no Brasil, em 2014, quando acompanhou de perto a desastrosa campanha do time da casa que teve fim com a goleada para a Alemanha por 7 a 1.
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“Estive com meu pai e meu irmão acompanhando [a Copa do Brasil]. Foi uma experiência incrível, totalmente diferente. Eu já tinha ido em partidas as Eliminatórias, mas a Copa do Mundo é diferente”, concluiu.
Um ano antes, Rômulo já havia assistido à equipe do então técnico Felipão no Brasil, durante a Copa das Confederações, disputada no país. A competição foi o primeiro grande evento que o joseense esteve ‘in loco’. “Vou em estádios desde 1995, quando ainda morava em São Paulo, mas a Copa das Confederações, em 2013, no Brasil, foi o primeiro grande evento que estive”, finalizou.
Desde então, surgiu um itinerário contínuo com a seleção brasileira. Rômulo foi ao Chile ver a Copa América em 2015; esteve no Rio de Janeiro acompanhando a primeira medalha de ouro olímpica do futebol; à Rússia, assistir o Mundial de 2018; e acompanhou de perto o título brasileiro da Copa América em 2019, dentro de casa. O Catar faz parte de um planejamento antigo, segundo o banqueiro. “Desde a última Copa, eu já me planejo para vir ao Oriente Médio”, concluiu.
No entanto, a experiência da vez é solitária. Casado e sempre acompanhado pelo pai e os irmãos em mundiais, ele disse que a experiência catariana saiu financeiramente muita cara, e que infelizmente não conseguiu estar ao lado da família. Contudo, pai de dois meninos, Rômulo sabe que para 2026, na Copa conjunta de EUA, Canada e México, terá que levar o mais velho.
“Ele queria muito vir, mas infelizmente é tudo muito caro aqui e ele é muito novo. Mas já está me cobrando para 2026. Vamos fazer um cronograma aí e, quem sabe, estaremos todos juntos na América do Norte, né?”, diz de forma bem humorada.
ZONA NORTE.
Morador da zona sul, Rômulo é nascido em Santana, zona norte do município. Contudo, mesmo a identificação joseense, o torcedor, apaixonado por futebol, alternou momentos entre a maior cidade do Vale do Paraíba e a capital paulista, São Paulo, onde morou por mais de 20 anos.
Apaixonado por futebol desde cedo, ele afirma que sua relação com o time da cidade, o São José Esporte Clube, é exclusividade de outras décadas, já que, segundo ele, desde a queda técnica da equipe até a divisão em que se encontra no atual momento, nunca mais foi ao Martins Pereira. Ele ainda lembra que viu de perto a eliminação do time do coração, o Corinthians, pela Águia do Vale, nas semifinais do Paulista de 1989.
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“Estive em estádios minha vida inteira. Fui bastante ao São José. Inclusive, estava quando o Corinthians foi eliminado pela Águia em 1989, nas semifinais, e garantiu vaga na final contra o São Paulo. Mas, depois disso, pouco fui”, confessou.
De volta ao Vale do Paraíba no período da pandemia, ele foi ao Catar com 32 ingressos garantidos e garante que o planejamento financeiro possibilita qualquer assalariado a acompanhar um jogo de Copa do Mundo.
“É complexo conseguir um ingresso de Copa, já que a Fifa passa os torcedores por diversas etapas, não é simplesmente querer e comprar. Mas, caso sorteado, se você tiver um planejamento financeiro adequado, com tudo anotado, preparado durante quatro anos, é possível ir”, relatou.
Ele relembra, no entanto, que quis alterar na reta final o destino de sua viagem ao Oriente Médio para acompanhar de perto outra paixão: a Fórmula 1. No entanto, a ideia não deu certo.
“Estou desde o dia 20 de outubro fora do Brasil, fiz um pequeno mochilão por países como Itália, Noruega, Eslováquia, Romênia, entre outros. Fiquei sabendo da última prova da temporada da F-1 que ia rolar em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Até tentei comprar os ingressos, já que eles estavam disponíveis, mas o preço foi o empecilho. Não deu. Preferi seguir com o cronograma inicial (risos)”, complementou.
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