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'Não sou cúmplice, sou vítima', diz vizinha citada em áudio do ‘Matador da Bíblia’

Por Gabriel Campoy | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
'Matador da bíblia'
'Matador da bíblia'

“Não sou cúmplice, sou vítima”, diz L., a "vizinha” dos áudios coletados por OVALE no qual Celso Oliveira, de 44 anos, o ‘Matador da Bíblia’, afirma que irá matar mais pessoas após fazer duas vítimas e ferir outras oito na zona sul de São José dos Campos no último dia 6 de outubro.

L. afirma que, nos últimos dias, após a divulgação dos áudios, pessoas ligadas às vítimas de Celso passaram a frequentar as redondezas de sua casa e fazendo ameaças veladas a mulher. “Disseram que eu posso ser a próxima. Passaram a me identificar como cúmplice”, diz.

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Ela afirma ainda que, diferente do que alguns podem pensar, ela e a mãe, de 83 anos, foram vítimas diversas vezes de ameaças de Celso. Em determinado episódio, o ‘Matador da Bíblia’ chegou a derramar ácido sobre o carro dela. Segundo L., “foi um alívio” o atirador ter sido preso.

“Eu fui vítima de ameaças dele. Eu tenho uma mãe idosa, que vinha sofrendo muito com tudo o que estava acontecendo. Ele chegou a apontar uma arma para nós, derrubou ácido sobre nosso carro, vivíamos constantemente sofrendo ameaças de morte. Foi um alívio ele ter sido preso”, disse a mulher.

No momento, após a repercussão do caso tomar as redes, a mulher disse que voltou a ter problemas, já que, segundo ela, “os comparsas” de algumas das vítimas de Celso começaram a lhe procurar por acharem que ela seria cúmplice do criminoso. Sua mãe, com pressão alta, acabou indo para o hospital nos últimos dias. “Com a repercussão e as ameaças ela foi parar no hospital e quer mudar de casa”, concluiu.

Em áudios obtidos pela Polícia Civil, aos quais OVALE teve acesso, Celso disse que pretendia “matar seis” na região sul de São José. Em outro áudio, fala que “vai morrer uns 15” no Campo dos Alemães.

Ele estava fazendo um 'mapeamento' de biqueiras (pontos de venda de drogas) em alguns bairros da região sul. Fotos do rapaz, inclusive, já circulavam em grupos de WhatsApp de moradores da área, como forma de alerta.

Em outro momento, ele afirma que, com uma luneta noturna, pretende “acertar os caras” no bairro Dom Pedro, atirando de um local do Bosque dos Eucaliptos, todas regiões da zona sul de São José.

“Eu fui para matar seis. A noite eu vou atirar de fuzil, por que eu sou especialista no fuzil, acerto de 500 metros. No Exército, acertava com 1.000 metros. Vou colocar a luneta noturna para buscar os caras de longe. Vou atirar do Bosque para acertar os caras no Dom Pedro. O chefão do tráfico. No fluxo, que começa 1h30 da manhã. Vou ficar num ponto estratégico, lá do alto”, disse Celso no áudio obtido pela investigação.

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