Em mundial controverso, o Brasil de Neymar tem dois 'inimigos íntimos' no caminho ao título da Copa do Mundo de 2022, no Qatar: a França, de Mbappé, e a Argentina, de Messi. Naturalmente, existem outras forças e até algumas surpresas podem surgir, mas esses dois times são adversários certamente temíveis e que podem ameaçar o sonho da Seleção Brasileira em conquistar o seu tetracampeonato mundial.
Desta maneira, a França, atual campeã mundial e comandada pelo técnico Didier Deschamps, já eliminou o Brasil de três Copas ao longo da história, sendo uma em 1986, outra na final de 1998 e também nas quartas de final de 2006. Ou seja, é um adversário para lá de indigesto.
Embora tenha sofrido baixas importantes no período preparatório, como os meias Kanté e Pogba, e mais recentemente o atacante Nkunku, a França continua como uma das favoritas ao título.
Até porque é a atual campeã mundial e tem um dos melhores jogadores do planeta no elenco. Aliás, Mbappé agora está ainda mais maduro e preparado para uma Copa. Em 2018, quando a França ganhou o título na Rússia, ele era apenas uma promessa, que se tornou realidade e hoje é um dos astros do futebol mundial.
Os franceses estão no grupo D da Copa do Mundo, que tem ainda a Dinamarca, Austrália e Tunísia. Ou seja, com exceção da Dinamarca, que sempre é um time competitivo, os outros dois adversários não devem atrapalhar o caminho dos franceses na Copa do Mundo.
ARGENTINA COM MESSI.
Agora, quem vive um grande momento no futebol mundial é a Argentina. Inclusive, no ano passado, conquistou o título da Copa América dentro do Brasil, no auge da pandemia da Covid-19.
Além disso, o astro Lionel Messi, companheiro de Neymar e Mbappé no PSG, tem 35 anos e sabe que é a última chance de conquistar um título de uma Copa do Mundo. Maior jogador do mundo na geração atual, o craque argentino ganhou quase tudo o que podia na carreira, mas ainda falta uma Copa do Mundo.
Por isso, a Argentina pode ser uma grande ameaça para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Também vale lembrar que o último encontro entre Brasil e Argentina em uma Copa do não foi nada agradável para os brasileiros. Afinal de contas, nas oitavas de final do Mundial da Itália, em 1990, a Argentina eliminou o Brasil com gol de Caniggia e passe de Maradona. Então, todo cuidado é pouco para Neymar e companhia.
Na Copa do Qatar, a Argentina é favorita no grupo C, que tem o México, a Polônia de Robert Lewandowski e ainda tem a Arábia Saudita, provável zebra do grupo. Assim, os argentinos devem passar com facilidade e, possivelmente, encontrar a Seleção Brasileira em um mata-mata.
OUTRAS POTÊNCIAS DA COPA.
Embora essas duas equipes sejam as principais adversárias do Brasil na Copa, há outras seleções de peso, como a de Portugal, que tem o astro Cristiano Ronaldo. Embora os portugueses não despontem como favoritos, possuem uma boa seleção e podem, sim, dar trabalho para o Brasil, ainda mais se Cristiano Ronaldo tiver inspirado.
Além disso, a Espanha, do técnico Luiz Enrique, e a Alemanha, que ainda tem alguns remanescentes do 7 a 1 de 2014 contra o Brasil, também são forças que entram na Copa para brigar pelo título.
Por fim, também não podemos esquecer alguns rivais tradicionais, como a seleção uruguaia, e também a seleção da Holanda, que em 2010 eliminou o Brasil nas quartas de final. Por essas e outras, os comandados de Tite precisam ter bastante cautela durante a competição no Qatar, para não ter outra surpresa.
Messi vê semelhança do time atual com o de 2014
Dias antes da estreia na Copa do Mundo do Qatar, o astro argentino Lionel Messi disse que a Seleção da Argentina lembra um pouco o time que foi vice-campeão mundial em 2014, no Brasil. Naquela oportunidade, o time era unido e chegou bem perto do título, perdendo apenas na prorrogação para a Alemanha. “Hoje vejo muitas semelhanças entre esse grupo e o de 2014 e todo esse processo até o final da Copa do Mundo. O grupo que foi montado, com essa força mental, eu acho que é muito importante”, disse o astro argentino.
Mbappé se diz mais livre na seleção francesa
Em 2018, o atacante Mbappé tinha apenas 17 anos quando conquistou o título da Copa do Mundo da Rússia pela seleção da França. Agora, ainda é jovem, mas com muito mais rodagem. Recentemente, ainda disse que prefere jogar na Seleção Francesa do que no seu time, o Paris Saint Germain. Isso porque entende ter mais liberdade quando atua na equipe nacional. Assim, o atleta está mais motivado do que nunca para a Copa do Qatar.