MISTÉRIO

Caso Marco Aurélio: nova escavação no Pico dos Marins termina sem pistas

Por Thais Perez | Piquete
| Tempo de leitura: 2 min
Jonas Caetano Arquivo Pessoal

A nova escavação na base do Pico dos Marins, em Piquete, realizada nesta quarta-feira (16) terminou sem novas pistas sobre o caso Marco Aurélio, escoteiro que desapareceu durante uma expedição em 1985 no local. De acordo com o delegado Fábio Cabett, a fase de escavações terminou sem respostas claras.

Participaram da escavação desta tarde cães farejadores especializados em encontrar ossadas. A Polícia Civil procurava por material humano que pudesse comprovar a hipótese de que Marco Aurélio foi morto e enterrado no local. Essa é a segunda escavação desde que o inquérito sobre o sumiço de Marco Aurélio Simon foi reaberto, em junho de 2021 – inicialmente, as investigações haviam sido encerradas em 1990.

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A Polícia Civil escavou um trecho de mata a cerca de 200 metros da casa. Foi nesse local que uma filha do antigo proprietário disse ter visto uma suposta cova. Foi essa declaração da mulher que fez o inquérito ser reaberto 21 anos depois – a suspeita é de que o escoteiro possa ter sido morto e enterrado no local.

A primeira escavação foi realizada em julho do ano passado, em um imóvel que fica na base da montanha. Foi nesse local que os escoteiros acamparam antes de tentar subir o Pico dos Marins. Essa primeira escavação foi feita no piso da casa em que morava o antigo proprietário, Afonso Xavier, que morreu em 1997. O trabalho contou com a participação de peritos da Polícia Científica e de cães farejadores, mas nada foi localizado.

DESAPARECIMENTO.
Na manhã do dia 8 de junho de 1985, um grupo de cinco pessoas de São Paulo, formado por quatro escoteiros de 15 anos e pelo líder Juan Bernabeu Céspedes, à época com 36 anos, partiu do acampamento para tentar alcançar o cume do Pico dos Marins, que fica a 2.420 metros. A cerca de 1.700 metros de altitude, um dos garotos torceu o pé. Era por volta de 14h. Céspedes autorizou, então, que Marco Aurélio voltasse sozinho ao acampamento, para pedir ajuda, enquanto os demais levavam o rapaz que havia se machucado e que caminhava com dificuldade. O grupo se perdeu e só conseguiu retornar à base às 5h do dia seguinte. No local, encontraram a mochila de Marco Aurélio fora das barracas, mas o adolescente não estava lá.

As buscas se estenderam por 28 dias e reuniram aproximadamente 300 pessoas, entre policiais civis, militares, mateiros, espeleólogos (especialistas em grutas e cavernas), alpinistas, além de aeronaves. Nenhuma pista do paradeiro do escoteiro foi encontrada.

O inquérito estava arquivado desde abril de 1990, quando as investigações oficiais foram encerradas. Nessa nova etapa, a Polícia trabalha com duas linhas de apuração: que o escoteiro tenha sido morto e enterrado na propriedade; ou que ele ainda esteja vivo, com base em informações levantadas por uma investigação paralela feita por parentes e amigos da família de Marco Aurélio.

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