MISTÉRIO

Caso Marco Aurélio: Polícia Civil faz nova escavação de suposta cova nesta quarta

Por Da Redação | Piquete
| Tempo de leitura: 2 min
Jonas Caetano/Arquivo Pessoal

A Polícia Civil faz nesta quarta-feira (16) uma nova escavação da Polícia Civil no caso do escoteiro que desapareceu no Pico dos Marins, em Piquete, em 1985, em um local em que uma suposta cova teria sido avistada quatro anos depois, em 1989. A ação começou por volta das 9h e deve ir até o final da tarde.

Essa é a segunda escavação desde que o inquérito sobre o sumiço de Marco Aurélio Simon foi reaberto, em junho de 2021 – inicialmente, as investigações haviam sido encerradas em 1990. A Polícia Civil trabalha em um trecho de mata a cerca de 200 metros da casa. Foi nesse local que uma filha do antigo proprietário disse ter visto uma suposta cova. Foi essa declaração da mulher que fez o inquérito ser reaberto 21 anos depois – a suspeita é de que o escoteiro possa ter sido morto e enterrado no local.


Leia também: Caso Marco Aurélio: Nova escavação será em área em que suposta cova foi vista em 1989

A primeira escavação foi realizada em julho do ano passado, em um imóvel que fica na base da montanha. Foi nesse local que os escoteiros acamparam antes de tentar subir o Pico dos Marins. Essa primeira escavação foi feita no piso da casa em que morava o antigo proprietário, Afonso Xavier, que morreu em 1997. O trabalho contou com a participação de peritos da Polícia Científica e de cães farejadores, mas nada foi localizado.


DESAPARECIMENTO.
Na manhã do dia 8 de junho de 1985, um grupo de cinco pessoas de São Paulo, formado por quatro escoteiros de 15 anos e pelo líder Juan Bernabeu Céspedes, à época com 36 anos, partiu do acampamento para tentar alcançar o cume do Pico dos Marins, que fica a 2.420 metros. A cerca de 1.700 metros de altitude, um dos garotos torceu o pé. Era por volta de 14h. Céspedes autorizou, então, que Marco Aurélio voltasse sozinho ao acampamento, para pedir ajuda, enquanto os demais levavam o rapaz que havia se machucado e que caminhava com dificuldade. O grupo se perdeu e só conseguiu retornar à base às 5h do dia seguinte. No local, encontraram a mochila de Marco Aurélio fora das barracas, mas o adolescente não estava lá.

As buscas se estenderam por 28 dias e reuniram aproximadamente 300 pessoas, entre policiais civis, militares, mateiros, espeleólogos (especialistas em grutas e cavernas), alpinistas, além de aeronaves. Nenhuma pista do paradeiro do escoteiro foi encontrada.

O inquérito estava arquivado desde abril de 1990, quando as investigações oficiais foram encerradas. Nessa nova etapa, a Polícia trabalha com duas linhas de apuração: que o escoteiro tenha sido morto e enterrado na propriedade; ou que ele ainda esteja vivo, com base em informações levantadas por uma investigação paralela feita por parentes e amigos da família de Marco Aurélio.

Jonas Caetano/Arquivo Pessoal
Jonas Caetano/Arquivo Pessoal
Jonas Caetano/Arquivo Pessoal
Jonas Caetano/Arquivo Pessoal
Jonas Caetano/Arquivo Pessoal
Jonas Caetano/Arquivo Pessoal

Comentários

Comentários