Uma das vítimas do tiroteio em uma adega da zona sul de São José dos Campos descreveu o estado do atirador, Celso Oliveira, como em “psicose”. O homem, que deixou oito pessoas feridas e duas mortas no final de semana passado, foi preso no domingo (6) após cometer sua segunda tentativa de chacina em uma adega.
Segundo testemunhas que estavam no local, Celso se aproximou o local carregando uma bíblia. Ele pediu um energético e, enquanto estava sendo atendido, anunciou um assalto. Depois disso, atirou contra o interior da adega, ferindo três pessoas. Ele levou o dinheiro do caixa.
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Após o crime, ele saiu do local e foi a um bar, onde pediu uma cerveja. No local, ele foi preso por policiais militares e argumentou estar tentando proteger seu irmão de traficantes.
“Ele estava numa psicose. Ele disse que veio aqui para cobrar, mas acreditamos que não foi uma cobrança. Não temos nenhum envolvimento com ele ou com o tráfico. Checamos com os clientes e ninguém conhece ele ou o irmão”, disse Vinícius Gabriel, proprietário da adega. “Se ele estava cobrando algo, ele estaria nervoso. Foi uma coisa de louco. Ele não teria parado para tomar uma cerveja depois”, completa.
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Celso Oliveira está preso preventivamente pelos dois ataques que cometeu, um no sábado, quando atirou contra seis pessoas no bairro Campo dos Alemães, e o de domingo, antes de sua prisão. Ele confessou ter sido autor dos tiros.