O endividamento das famílias em São José dos Campos, segundo a pesquisa feita pelo NPQE (Núcleo de Pesquisa e Extensão) do INPG (Instituto Nacional de Pós-Graduação), apresentou uma proporção de 69,2% das famílias joseenses endividadas em maio passando para 71,9% em agosto de 2022, um crescimento de 3,6% em três meses.
O estudo leva em consideração a metodologia da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que divulga todo mês a proporção de famílias brasileiras com endividamento, inadimplentes e àquelas que não terão condições de pagar suas dívidas.
A faixa mais endividada em São José é a de renda menor ou igual a 10 salários mínimos, cujo crescimento do endividamento subiu de 71,6% das famílias para 73,8% em agosto, alta de 3%.
Já entre as famílias que ganham acima de 10 salários mínimos o endividamento saltou de 51,6% para 52%, crescimento de 0,77%.
Levando-se em conta a escolaridade, as famílias que têm o ensino fundamental completo apresentaram uma proporção de 83,3% de endividamento em maio para 88 em agosto. Já com o ensino médio o salto foi de 69,4% para 80% das famílias. Com ensino superior, as famílias endividadas passaram de 68,3% para 71,1%.
De acordo com a pesquisa, a maior fatia de endividamento das famílias (34,7%) está no cartão de crédito, seguido de empréstimo consignado (10%), financiamento de casa (9,5%), financiamento de carro (7,7%), carnês (7,2%), cheque especial (6,2%) e empréstimo pessoal (6,2%).
O total de famílias inadimplentes, que deixaram de pagar alguma dívida em São José, passou de 35,2% em maio para 44,6% em agosto. As famílias que alegam que não terão condição de pagar suas dívidas subiram de 18% pata 18,5%.
“Na cidade de São José dos Campos, em agosto de 2022, a pesquisa mostra que quanto maior a escolaridade, menor a proporção de famílias inadimplentes e que declararam não ter condições de pagar suas dívidas”, diz trecho do estudo.