Após ser escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar a fase de transição para o novo governo, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), comentou a missão dada pelo petista.
Por meio de sua conta oficial do Twitter, Alckmin agradeceu a “confiança do presidente Lula na missão de coordenar a transição de governo”.
“O trabalho da nossa equipe será norteado pelos princípios de interesse público, colaboração, transparência, planejamento, agilidade e continuidade dos serviços.”
Alckmin também explicou quais são as metas do trabalho, cujos primeiros movimentos devem começar ainda nesta semana.
“Nosso objetivo será fornecer ao presidente Lula, de forma republicana e democrática, todas as informações necessárias para que seu mandato, que começa em 1° de janeiro, seja bem-sucedido no atendimento das prioridades da população”, apontou Alckmin.
Na tarde desta terça-feira (1º), o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou que foi “autorizado” pelo presidente Jair Bolsonaro a conduzir o processo de transição.
“O presidente Jair Bolsonaro me autorizou, quando for provocado, com base na lei, nós iniciaremos o processo de transição”, disse.
“A presidente do PT, segundo ela em nome do presidente Lula, disse que na quinta-feira será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei do nosso país”, completou.
TRANSIÇÃO
Alckmin comandará uma equipe com 50 nomes, que mesclará quadros técnicos e políticos para dialogar com integrantes do governo Bolsonaro.
Os principais líderes do PT e dos partidos da coligação que elegeu Lula devem compor o grupo. A equipe de transição despachará do prédio do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília.
Em governos anteriores do PT, o coordenador da transição acabou se tornando ministro de peso. É o caso de Antonio Palocci, que coordenou a transição no primeiro mandato, em 2002, e virou ministro da Fazenda. Mas há dúvidas se Alckmin será escolhido para ocupar alguma pasta.