NOVO GOVERNO

Tarcísio propôs ampliar rede de saúde, reduzir violência e trazer indústrias para o Vale

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Xandu Alves / OVALE
Tarcísio de Freitas conversa, pelo celular, com frei Hans Stapel, um dos fundadores da Fazenda da Esperança
Tarcísio de Freitas conversa, pelo celular, com frei Hans Stapel, um dos fundadores da Fazenda da Esperança

Candidato eleito ao governo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos) abriu sua campanha eleitoral em São José dos Campos e esteve no Vale do Paraíba em diversos momentos até o segundo turno das eleições, quando saiu vitorioso das urnas ao lado do candidato a vice-governador Felicio Ramuth (PSD). A chapa foi eleita no último domingo (30) com 55% dos votos válidos.

Tarcísio foi o primeiro candidato ao governo paulista a participar da sabatina do ‘São Paulo em Debate’, projeto de OVALE em parceria com a ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José dos Campos e a Band Vale.

Ele também concedeu entrevistas a OVALE e participou de diversos encontros e eventos de campanha na região.

Entre as propostas para a RMVale, Tarcísio citou a geração de empregos por meio da reindustrialização, dos setores aeroespacial e de tecnologia e da economia criativa.

“A região é muito forte em inovação, tecnologia. São José é referência, terra da Embraer e do ITA, polo tecnológico, a cidade inteligente, com certeza é um grande exemplo. E temos que tirar as boas lições daqui e levá-las para outras regiões do estado. E fazer também com que empresas voltem aqui para o Vale”, afirmou.

Sobre atrair novas empresas, o então candidato avaliou que as “cadeias globais de produção vão se reespecializar, se redividir, e isso abre um campo interessante para que possamos trazer negócios para o Brasil e em especial para o estado de São Paulo e o Vale”.

“Temos que criar as condições para trazer as indústrias para cá. Os setores automobilístico e aeroespacial agregam outros negócios, porque junto a essas indústrias veem uma série de empresas satélites. Temos que olhar também o pequeno empreendedor. Temos uma população com uma veia empreendedora muito grande e se ela for trabalhada do ponto de vista do crédito e do treinamento vamos ver vários negócios florescendo de naturezas diferentes.”

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SEGURANÇA

Tarcísio também disse que investirá em geração de emprego e assistência social, que têm reflexo na segurança pública, além de projetos próprios da área de segurança. A meta é tirar a região da liderança do ranking paulista da violência, posição ocupada desde 2010.

“Precisamos atuar no sistema de monitoramento e aumento de efetivo, que virá a partir do momento que a gente consiga equacionar os problemas de carreira, daí conseguiremos contratar mais gente e colocar mais efetivo nas ruas.”

E completou: “O fortalecimento dos Consegs é fundamental e em vários municípios funciona bem a integração entre guarda civil metropolitana e a Polícia Militar. Fortalecer essa estrutura dos Consegs e das guardas. E trabalhar mais com policiamento comunitário, que tem relação direta com efetivo e melhora a ostensividade no patrulhamento e a sensação de pertencimento do policial na comunidade. Então, fortalecer os Consegs, trabalhar com polícia comunitária, investir em sistemas de monitoramento e aumentar o efetivo são as ações que vão fazer os índices de violência cair”.

SAÚDE

Para ampliar a rede de atendimento em saúde, Tarcísio defendeu apoio financeiro do Estado na rede de hospitais filantrópicos e também nas comunidades terapêuticas para atender dependentes químicos na região.

Em visita ao Hospital Frei Galvão em Guaratinguetá, ele disse que a unidade opera “muito abaixo da capacidade” e que precisa de apoio do Estado para atender mais pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde), assim como outros hospitais e unidades filantrópicas na área da saúde na RMVale.

“A estrutura do hospital é muito boa. Por questão financeira, é um hospital asfixiado e está operando muito abaixo da capacidade. Vamos trabalhar para recuperar a rede de filantropia do estado, como as santas casas aqui da região”, disse ele a OVALE.

“E atuar junto ao governo federal para redução de taxas, parcelamento e até perdão de dívidas. Aumentar eficácia na atenção primária vai sobrar recursos para aplicar na filantropia. O Hospital Frei Galvão tem muita possibilidade de ampliação e pode atender muito mais gente, com grande referência nessa região.”

Na Fazenda da Esperança, Tarcísio disse da necessidade de “ampliar a rede de comunidades terapêuticas e aumentar a estrutura do Cras-AD [Centro de Referência de Assistência Social - Álcool e Drogas] para ampliar a porta de entrada e mandar para as comunidades”.

“A gente precisa ampliar esse suporte para que a gente consiga atender mais pessoas. Quando a gente vem para cá e vê como funciona, o índice de recuperação é muito grande. Envolve a recuperação da pessoa como ser humano, da fé, espiritualidade, valores e autoconfiança. Vai além do tratamento de saúde. A fazenda tem um grande modelo e vamos multiplicar pelo Estado.”

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