Dez novos itens de segurança deverão integrar carros produzidos e vendidos no Brasil nos próximos anos –reflexo do "Rota 2030", projeto da indústria automotiva para reduzir riscos no trânsito. Montadoras já antecipam, em lançamentos próximos, dispositivos que deverão ser obrigatórios até a virada da década.
São recursos como alertas de colisão e de cinto de segurança desafivelado, luzes de rodagem diurna e de seta com repetidores laterais, sensores sonoros e câmeras de ré e sistema eletrônico de controle de estabilidade. Também proteções contra impactos frontais, laterais ou ao pedestre.
A definição de itens considera os acidentes mais recorrentes no país, que segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) é o terceiro do mundo em mortes no trânsito.
Celso Arruda, professor de segurança veicular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), pondera que a circulação de carros antigos precisa ser repensada, mas que a legislação avança aos lançamentos. "É a tendência de países do primeiro mundo e salva vidas. Foi assim com a obrigatoriedade de airbags frontais e freios ABS em 2014."
Investimentos em tecnologia revolucionam novos modelos
O especialista Celso Arruda diz que hoje a indústria "tem mais preocupação com estabilidade que com eficiência de aceleração de veículos" e investe em pesquisas de tecnologia para segurança.
Desafio é o alto custo de inovações, no Brasil restritas à primeira linha. O Volkswagen Nivus foi eleito o carro mais seguro neste ano pela Latin NCAP, órgão que avalia lançamentos na América Latina.