VIOLÊNCIA

Condenado a 42 anos de prisão, matador de irmãs de Cunha cumpre pena em Tremembé

Por Xandu Alves | São José dos Campos
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Reprodução
Ananias dos Santos tinha 27 anos quando matou as irmãs em Cunha, em 2011
Ananias dos Santos tinha 27 anos quando matou as irmãs em Cunha, em 2011

Aos 39 anos, Ananias dos Santos cumpre pena em regime fechado na penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, mais conhecida como Penitenciária 2 de Tremembé.

A unidade é conhecida por abrigar criminosos considerados ‘famosos’, como Alexandre Nardoni e Francisco de Assis Pereira, o ‘Maníaco do Parque’.

De acordo com a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), a penitenciária abriga atualmente 315 presos e tem capacidade para receber 396 homens. Há ainda 123 pessoas na Ala de Progressão Penitenciária, que pode abrigar 188.

Ele também já esteve preso anteriormente na Penitenciária Rodrigo dos Santos Freitas, em Balbinos (SP), e na Penitenciária Jair Guimarães de Lima, em Potim.

Ananias confessou ter matado as irmãs Josely Laurentina e Juliana Oliveira, em Cunha, em março de 2011. À época do crime, elas tinham 15 e 16 anos, respectivamente, e desapareceram quando voltavam da escola.

As investigações concluíram que as irmãs foram mortas a tiros e o motivo do crime teria sido a rejeição de uma delas em ter um relacionamento com Ananias, autor dos disparos.

Os corpos das irmãs foram encontrados em um matagal no bairro de Samambaia, a oito quilômetros do local onde foram vistas pela última vez, uma semana antes.

Após o sumiço das adolescentes, o próprio Ananias esteve na casa das irmãs e pediu ao pai deles que guardasse uma arma. Para a polícia, essa pode ter sido uma tentativa de incriminar o pais das estudantes.

INVESTIGAÇÃO

Após um mês de investigação, Ananias foi preso na casa dos pais, em Cunha, e confessou o crime. Ele havia fugido do presídio de Tremembé, onde cumpria pena por assalto, porte ilegal de armas e formação de quadrilha.

Em maio de 2011, após ser preso e confessar o crime, Ananias foi transferido da cadeia de Guaratinguetá para a Penitenciária 1 de Potim. Em 2012, ele foi levado para a Penitenciária 2 de Tremembé.

Naquela época, ao ser ouvido pela polícia, ele disse que o motivo do crime era a maneira hostil como supostamente era tratado pelas meninas.

JULGAMENTO

Ananias foi a julgamento em dezembro de 2014, no Fórum de São José dos Campos. A sessão durou mais de cinco horas e ele foi condenado a 42 anos de prisão pela morte das irmãs de Cunha.

O júri popular foi conduzido pela juíza Beatriz Afonso Pascoal, da Vara do Júri de São José. Ananias não demonstrou emoção após a leitura da sentença e foi condenado por homicídio qualificado – por motivo fútil e sem possibilidade de defesa das vítimas.

Durante o julgamento, Ananias não apresentou nenhuma testemunha de defesa. Na época, ele retornou à Penitenciária 2 de Tremembé, onde já estava preso em regime fechado.

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