Fundador e ex-presidente do partido Novo, João Amoêdo declarou voto em Lula (PT) durante o 2º turno das eleições, contra o atual presidente Jair Bolsonaro (PL). O anúncio foi realizado neste sábado (15) em entrevista ao portal G1.
“É uma decisão difícil, pois não concordo com nenhum dos dois. A qualquer um que seja eleito, serei oposição desde o primeiro dia, mas meu direito de oposição tem mais chance de ser preservado com Lula do que Bolsonaro”, disse.
"Bolsonaro tem atentado contra os poderes, cooptou o Legislativo com o orçamento secreto e vem testando essa ideia de aumentar os membros do Supremo para formar maioria. Apesar das discordâncias, serei obrigado a fazer algo que nunca fiz na vida, que é votar no PT", complementou.
Amoêdo sempre foi crítico aos governos petistas e, inclusive, rivalizou com Fernando Haddad (PT) durante as eleições presidenciais de 2018. Na época, ele e o partido Novo declararam apoio ao até então candidato Jair Bolsonaro, que representava o PSL, durante o segundo turno.
No entanto, este ano, Amoêdo deixou a direção do Novo, alegando divergências internas. Segundo pessoas próximas aos principais nomes da legenda, ele não concordaria com a ala 'mais bolsonarista' dentro do partido.
O que pensa o partido Novo?
Eduardo Ribeiro, atual presidente do partido Novo, condenou o apoio de Amoêdo. Ele disse que a ação foi "vergonhosa, constrangedora e incoerente". "PT e o Lula representam tudo o que o nosso partido sempre combateu. Essa é a prova final de que o Novo nunca mudou, quem mudou foi o João", disse Ribeiro.
Apesar de não ter formalizado apoio à reeleição do presidente Bolsonaro, o partido Novo, fundado em 2011 por empresários do Rio de Janeiro, se posiciona contra "o PT e ao lulismo". No entanto, apesar da polêmica, o Novo liberou seus os filiados, dirigentes e mandatários a se manifestarem livremente sobre seus votos no 2º turno.
2º turno
O turno que definirá o presidente do país pelos próximos quatro anos ocorre em 30 de outubro.